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Qual o melhor tipo de ração para seu pet? Veterinária dá orientações

Descubra como escolher a melhor ração para seu pet com dicas de uma veterinária especialista em nutrição animal.

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Imagem ilustrativa da notícia Qual o melhor tipo de ração para seu pet? Veterinária dá orientações camera O alimento precisa ser completo e balanceado para a espécie e para a fase de vida do pet. | Magnific

Escolher a ração adequada para cães e gatos vai muito além de optar por uma marca conhecida ou por um produto com preço mais elevado. Para garantir uma alimentação equilibrada, o tutor precisa considerar fatores como espécie, idade, porte, condição corporal, estilo de vida e estado de saúde do animal.

Segundo a médica veterinária Taina Barbosa, a análise deve começar pelas informações disponíveis na embalagem. O alimento precisa ser completo e balanceado para a espécie e para a fase de vida do pet. Também é importante verificar se o produto é indicado para filhotes, adultos, idosos, fêmeas lactantes ou animais com necessidades específicas.

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“O tutor não deve olhar apenas para a marca. É importante verificar se o alimento vai ser completo para a espécie ou para a fase de vida do animal e se o alimento é balanceado também. Então, observar principalmente a questão da espécie, se é cão ou gato, qual a fase de vida, se é para filhote, adulto, sênior, se é bom para lactantes e tudo mais”, explica Taina.

O que observar no rótulo da ração?

Além da indicação para a espécie e a idade, o tutor deve observar a composição nutricional do produto. Informações sobre proteínas, gorduras, fibras, vitaminas, minerais e aminoácidos ajudam a entender se aquele alimento atende às necessidades do animal.

A veterinária destaca que também é importante avaliar a quantidade recomendada diariamente e as fontes dos nutrientes presentes na formulação. A escolha não deve ser baseada apenas em um ingrediente que aparece em destaque na embalagem ou em promessas de benefícios.

“Não é só a questão da marca ou a questão da promessa da embalagem, mas todas essas orientações. E não procurar a questão daquele ingrediente que vai fazer milagre, mas ter uma verificação se aquele alimento vai atender às necessidades nutricionais daquele animal”, afirma.

Médica veterinária Taina Barbosa
📷 Médica veterinária Taina Barbosa |Arquivo pessoal

Primeiros ingredientes não determinam a qualidade

Uma orientação bastante difundida entre tutores é observar os três primeiros ingredientes da lista de composição da ração. No entanto, segundo Taina, essa informação isolada não é suficiente para determinar se um produto é melhor ou pior.

A avaliação deve considerar a formulação como um todo, incluindo a qualidade e a digestibilidade dos ingredientes, as fontes e quantidades de proteínas e gorduras, além do equilíbrio entre vitaminas, minerais e aminoácidos.

A presença de carne ou outra fonte de proteína animal entre os primeiros ingredientes, por exemplo, não significa automaticamente que aquela ração seja nutricionalmente superior. É necessário verificar se o conjunto da formulação atende às exigências daquele animal.

“A questão da avaliação dos primeiros três ingredientes não é suficiente para avaliar a qualidade de uma ração, porque não vai nos levar a ver se a ração é boa ou não. Então, a gente vai considerar a qualidade e a digestibilidade dos ingredientes, a questão do perfil nutricional, se é bom para aquele determinado animal e a formulação como um todo”, esclarece a especialista.

Ração deve acompanhar a fase da vida

As necessidades nutricionais dos pets mudam ao longo da vida. Um filhote, por exemplo, está em fase de crescimento e possui demandas diferentes das de um animal adulto. Da mesma forma, animais idosos podem precisar de uma alimentação adaptada às mudanças naturais do envelhecimento.

O porte também deve ser considerado. Cães de pequeno, médio e grande porte podem apresentar necessidades nutricionais distintas, o que faz com que a escolha do alimento precise levar em conta as características individuais do animal.

Além disso, animais com determinadas condições de saúde podem precisar de dietas específicas. Casos de obesidade, doenças renais, hepáticas, urinárias, alterações gastrointestinais e alergias ou intolerâncias alimentares exigem atenção especial.

Nessas situações, a escolha da ração deve ser individualizada e feita com acompanhamento veterinário. O profissional pode avaliar o histórico do animal, realizar exames quando necessário e indicar o tipo de alimentação mais adequado.

“Um animal que recebe um alimento por muito tempo inadequado para o perfil, para o porte ou para a idade pode ter uma perda excessiva de peso ou ganho de peso, porque não vai ter os nutrientes necessários para sua qualidade de vida. Pode ter deficiência, excessos de determinados nutrientes e também um agravamento de problemas de saúde que já podem ser existentes”, alerta Taina.

Ração mais cara é melhor?

O preço também não deve ser utilizado como único parâmetro para definir a qualidade de uma ração. Um produto de valor elevado pode apresentar uma boa formulação, mas o preço também pode sofrer influência de fatores como marca, embalagem, publicidade e estratégias de marketing.

Da mesma maneira, uma ração mais barata não deve ser automaticamente considerada inadequada. O que importa, segundo a veterinária, é verificar se o produto é completo, balanceado e apropriado para as necessidades nutricionais daquele animal.

“Rações mais caras não são necessariamente melhores. Às vezes uma ração pode ser cara, ter uma formulação excelente, mas às vezes ela vai ser cara principalmente por envolver a questão da marca, da embalagem, da publicidade que tem nas redes sociais. E o tutor deve olhar sempre se o produto é nutricionalmente adequado, se é balanceado, se é completo e apropriado para as fases de vida que o animal tem”, explica.

Como trocar a ração sem causar problemas?

A mudança de ração também exige cuidado. A substituição repentina pode provocar alterações no funcionamento do sistema gastrointestinal porque o organismo do animal está adaptado à alimentação habitual.

Entre os sinais que podem surgir estão fezes moles, diarreia, gases, desconforto abdominal e, em alguns casos, vômitos. Por isso, a recomendação é fazer a mudança gradualmente, misturando a ração antiga com a nova e aumentando aos poucos a quantidade do novo alimento.

Animais mais sensíveis podem precisar de uma adaptação ainda mais cuidadosa. Durante o processo, o tutor deve observar o comportamento e as fezes do pet.

“A mudança brusca pode alterar a digestão e a adaptação da microbiota intestinal, levando a sinais como fezes moles, diarreia, gases e desconforto abdominal. Em alguns casos, pode ter vômito. Então, o que é recomendado é fazer uma transição gradual, colocar um pouco da alimentação que o animal é acostumado com um pouco da nova ração, aumentando progressivamente a proporção da nova alimentação ao longo dos dias”, orienta a veterinária.

Quando procurar um veterinário?

Nem todo episódio de vômito ou diarreia após uma mudança alimentar deve ser atribuído automaticamente à nova ração. Se os sintomas forem intensos ou persistirem, é importante investigar outras possíveis causas.

A presença de sangue nas fezes, desidratação, apatia, perda de apetite ou vômitos recorrentes são sinais que merecem avaliação profissional. Nesses casos, o tutor não deve tentar resolver o problema apenas trocando novamente a alimentação.

Para Taina, não existe uma única ração que seja considerada a melhor para todos os cães e gatos. A escolha depende das características e necessidades de cada animal.

“Uma boa alimentação não necessariamente é a mais cara, nem a que possui os melhores ingredientes no rótulo. A gente sempre tem que ver o melhor alimento que atende adequadamente às necessidades daquele animal, considerando todos esses elementos: a espécie, a condição corporal, o estilo de vida e o estado de saúde”, finaliza.

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