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POLÊMICA

TVs dos EUA suspendem cobertura após Trump barrar jornalistas

ABC, CBS, Fox News e NBC decidiram não substituir equipe da CNN no sistema de cobertura conjunta da Casa Branca

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Imagem ilustrativa da notícia TVs dos EUA suspendem cobertura após Trump barrar jornalistas camera Donald Trump participa de evento na Casa Branca em meio à disputa entre o governo dos EUA e veículos de imprensa sobre o acesso de jornalistas ao local. | Reprodução/Daniel Torok/Casa Branca

As principais redes de televisão dos Estados Unidos suspenderam nesta segunda-feira (21) a cobertura conjunta de eventos do presidente Donald Trump na Casa Branca. A decisão ocorreu após jornalistas da CNN serem impedidos de cumprir uma escala no sistema conhecido como pool de imprensa.

O grupo responsável pelo rodízio reúne ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC. As emissoras se alternam na produção de imagens de compromissos presidenciais e compartilham o material com outras empresas de comunicação.

Como a CNN estava escalada para realizar a cobertura desta segunda, as demais redes decidiram não substituir a equipe da emissora. Em comunicado conjunto, os veículos afirmaram que o público deve ter acesso a informações independentes sobre o governo e que uma administração não deveria restringir uma organização jornalística em razão de sua cobertura.

A medida significa que, nesta segunda-feira, o sistema de pool deixou de fornecer a cobertura televisiva compartilhada dos eventos presidenciais. As emissoras, no entanto, mantiveram a cobertura de outros compromissos, como atividades do Congresso e eventos fora do escopo do rodízio.

CNN, MS NOW e Politico processam governo

Também nesta segunda-feira, CNN, MS NOW e Politico entraram com uma ação judicial contra o governo Trump. Os veículos alegam que a proibição de acesso à Casa Branca viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

As organizações pedem uma medida judicial para interromper a restrição e restabelecer o acesso dos jornalistas ao complexo presidencial. O caso tramita em um tribunal federal em Washington, D.C., e pode ter audiência de emergência ainda nesta semana.

Em comunicado conjunto, os três veículos afirmaram que a decisão do governo ameaça o direito à imprensa independente e defenderam que cabe aos jornalistas, e não ao governo, decidir o conteúdo de suas reportagens.

Trump anunciou bloqueio na sexta-feira

A proibição foi anunciada por Trump na sexta-feira (18). Em publicação na rede social Truth Social, o presidente afirmou que estava impedindo a CNN, a MS NOW e o Politico de acessar a Casa Branca e acusou os veículos de publicar o que classificou como “notícias falsas”.

No sábado (19), jornalistas dos três veículos tiveram o acesso ao complexo presidencial negado e, segundo os relatos divulgados pelas organizações, credenciais de imprensa foram confiscadas.

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O episódio ampliou a disputa entre o governo Trump e veículos de comunicação sobre o acesso de jornalistas à Casa Branca e os limites da atuação presidencial em relação à imprensa. A ação judicial apresentada nesta segunda-feira será responsável por avaliar os argumentos das organizações e do governo.

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