Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (3), um novo pacote de sanções contra Cuba. Entre os alvos das medidas está Fidel Ernesto Castro Calis, um dos netos do ex-presidente cubano Raúl Castro.
Além do familiar da liderança cubana, o governo norte-americano incluiu na lista de sanionados cinco entidades econômicas e bancárias relacionadas à ilha. Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, entre os alvos está o Banco Exterior de Cuba.
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De acordo com o governo norte-americano, as entidades sancionadas estariam envolvidas na exploração de recursos naturais e reservas de energia em benefício do regime cubano.
“As designações refletem a visão inabalável do presidente Trump de uma Cuba livre”, afirmou Rubio.
Segundo o secretário de Estado, as medidas têm como objetivo enfraquecer redes financeiras consideradas ilícitas, estruturas de repressão e mecanismos de poder ligados à família Castro.
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Pressão sobre o governo cubano
As novas sanções fazem parte da estratégia do governo de Donald Trump para ampliar a pressão econômica e política sobre Havana. Nos últimos meses, Washington também adotou medidas contra integrantes da liderança cubana, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e familiares de Raúl Castro.
O endurecimento das medidas ocorre em um momento de forte crise econômica em Cuba. Em junho, o governo cubano aprovou um pacote com 176 medidas voltadas à ampliação da participação de investidores privados e estrangeiros na economia.
Se forem implementadas integralmente, as mudanças poderão representar uma das maiores aberturas da economia cubana ao capital privado e estrangeiro das últimas décadas.
Havana critica sanções dos EUA
O governo cubano afirma que a intensificação das sanções dificulta a retomada do diálogo diplomático com Washington e agrava os problemas econômicos enfrentados pela população.
Cuba atravessa uma crise marcada por dificuldades no fornecimento de energia elétrica e combustível, além da escassez de produtos básicos. A redução do fluxo de turistas também compromete uma das principais fontes de receita do país.
Para Havana, o aumento da pressão norte-americana contribui para aprofundar as dificuldades enfrentadas pelos cubanos e dificulta a busca por soluções para a crise.
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