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ONDA DE CALOR

Incêndios deixam mortos na Grécia e avançam por países da Europa

Grécia registra duas mortes enquanto Espanha, Bélgica e França enfrentam grandes queimadas

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Imagem ilustrativa da notícia Incêndios deixam mortos na Grécia e avançam por países da Europa camera Incêndios florestais atingem diferentes países da Europa em meio a onda de calor e seca. | ( Reprodução Redes Sociais )

A onda de incêndios na Europa deixou duas pessoas mortas neste domingo (16) na ilha grega de Salamina e mobilizou milhares de bombeiros em diferentes países do continente. Grécia, Espanha, Bélgica e França enfrentam grandes focos, agravados pela seca, pelos ventos fortes e pelas altas temperaturas.

Na ilha de Salamina, próxima a Atenas, dois incêndios começaram quase simultaneamente e provocaram a retirada de moradores e turistas de áreas ameaçadas. Os corpos de duas pessoas foram encontrados perto da praia de Peristeria, no sul da ilha. Segundo os serviços de emergência, as vítimas seriam um casal.

As chamas avançaram rapidamente, impulsionadas pelos ventos. Casas foram danificadas e cinco pessoas receberam atendimento médico. Cerca de 192 bombeiros, 14 aeronaves, voluntários e caminhões-pipa foram mobilizados para combater o fogo.

Outros incêndios atingem a Grécia

Outro incêndio atinge desde sábado (15) a ilha de Skyros. Aproximadamente 100 bombeiros trabalham no combate às chamas, com apoio de 11 aviões, cinco helicópteros e cerca de 20 veículos terrestres.

A região de Pefko foi evacuada preventivamente. Skyros tem aproximadamente 3 mil habitantes, mas recebe milhares de turistas durante o verão.

Os incêndios ocorrem poucos dias depois de moradores e visitantes deixarem vilarejos de Halkidiki, no norte da Grécia, por causa de outro grande foco que avançou sobre áreas residenciais e de vegetação.

Espanha amplia combate em Aragão

Na Espanha, Aragão mobilizou o maior dispositivo de combate a incêndios de sua história para enfrentar um fogo que começou na segunda-feira (10). As chamas avançaram em direção aos mosteiros históricos de San Juan de la Peña.

Cerca de 16,6 mil hectares já foram consumidos pelo incêndio, que também provocou a evacuação de mais de mil pessoas.

O governo regional informou que conseguiu consolidar boa parte do perímetro durante a noite e avançar na contenção. A operação deve receber o reforço de 100 bombeiros franceses.

Com a participação de bombeiros, militares, outros serviços nacionais e entre 35 e 40 aeronaves, o contingente deverá ultrapassar mil profissionais.

Na Andaluzia, o incêndio na província de Huelva foi considerado estabilizado após 36 horas sem novos focos dentro do perímetro. Mais de 400 moradores que haviam sido retirados poderão retornar para casa. Segundo a emissora pública Canal Sur, o fogo atingiu cerca de 38 mil hectares.

Bélgica enfrenta um dos maiores incêndios

No leste da Bélgica, aproximadamente 3 mil hectares foram destruídos por um incêndio em um parque natural de Hautes Fagnes, em um dos maiores registros do país.

Mais de cem bombeiros atuam no local desde sexta-feira (14). Duas localidades foram evacuadas preventivamente, mas nenhuma residência havia sido atingida.

O terreno acidentado dificulta o trabalho das equipes, que ainda não conseguiram chegar ao ponto exato onde o incêndio começou.

A Bélgica acionou o mecanismo europeu de assistência mútua. Helicópteros da polícia federal belga e dos Países Baixos foram utilizados para transportar água, enquanto outros países europeus devem enviar reforços.

França registra melhora com queda da temperatura

Na França, cerca de 1,7 mil hectares de uma floresta de pinheiros na região de Landes, no sudoeste do país, foram destruídos desde quinta-feira (13).

A situação apresentou melhora neste domingo, favorecida pela redução das temperaturas. Após máximas de 40°C no início do incêndio, a previsão era de 28°C durante a tarde. Cerca de 550 bombeiros continuam mobilizados.

Na região das Ardenas, no nordeste francês, aproximadamente 100 hectares foram queimados desde sábado (15). Autoridades locais classificaram o episódio como um evento sem precedentes na história recente da região.

Calor e seca favorecem avanço das chamas

A sequência de incêndios ocorre em meio a ondas de calor que atingem diferentes partes da Europa. As altas temperaturas intensificam a seca, reduzem a disponibilidade de água e deixam a vegetação mais ressecada, aumentando o risco de queimadas de grandes proporções.

Nos últimos dias, Espanha, França e Grécia registraram extensas áreas destruídas pelo fogo, enquanto equipes de emergência de diferentes países seguem mobilizadas para controlar os incêndios.

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