O número de mortos devido ao terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda (10) subiu para 224 nesta terça-feira (11). O novo balanço foi divulgado pelo governo do presidente Abelardo de la Espriella.
A contagem anterior, divulgada na noite de segunda-feira, contabilizava 132 mortos. Grande parte das mortes se concentra na região metropolitana de Pereira, localizada na região produtora de café da Colômbia; a cidade de Cali também sofreu graves danos.
Equipes de resgate trabalharam durante toda a madrugada e seguem buscando por sobreviventes entre os escombros dos prédios nesta terça.
Os Estados Unidos, cujo governo de Donald Trump é aliado de Espriella, ofereceram uma ajuda de US$ 15,5 milhões (cerca de R$ 80 milhões) para lidar com a emergência. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia pôs à disposição seu serviço de satélite Copernicus para as operações de resgate.
Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram ajuda. Em nota nesta segunda, o presidente Lula (PT) também afirmou que o Brasil pode auxiliar o vizinho, sem dar mais detalhes.
O papa Leão 14 também se manifestou nesta terça, afirmando estar "profundamente consternado ao tomar conhecimento da dolorosa notícia do terremoto que afetou gravemente várias regiões da Colômbia, segundo mensagem enviada à Conferência Episcopal da Colômbia.
O tremor, com epicentro em Chocó, na costa do Pacífico, foi sentido na capital Bogotá, nas cidades de Medellín e Cali, entre as maiores do país, e na região da fronteira com a Venezuela, além de regiões do Equador e do Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano.
Colombianos registraram o tremor em vídeos, publicados na redes sociais, que mostram edifícios caindo e pessoas saindo correndo de prédios.
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A zona mais atingida foi a região do Eixo Cafeeiro, importante produtor mundial de café, e locais como a região metropolitana de Pereira e a cidade de Manizales, que viveu drama semelhante em 1999, quando mais de 1.100 morreram em outro terremoto.
A Colômbia fica próxima do encontro entre três placas tectônicas, a Sul-Americana, a de Nazca e a do Caribe, cujos movimentos sobre o manto da Terra as levam a se chocarem, resultando em tremores.
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