A Islândia autorizou a deportação de quatro brasileiros que estavam presos no país após participarem de uma ação contra a caça de baleias. Vitor Calixto, Victor Young, Rui Amorim e Lucas Barbosa faziam parte da tripulação de uma embarcação da organização Sea Shepherd, que tentou impedir a atividade de um navio que caçava baleias da espécie fin, considerada ameaçada de extinção.
Ao todo, 21 ativistas foram detidos pela guarda-costeira islandesa depois que a embarcação foi interceptada em águas internacionais. Os quatro brasileiros permaneceram oito dias presos e agora deverão retornar ao Brasil.
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BRASILEIROS RELATAM MOMENTOS DE TENSÃO
Entre os ativistas está Rui Amorim, médico responsável pelo atendimento a bordo. Segundo ele, o grupo passou por momentos de tensão durante o período de detenção e permaneceu sob vigilância de militares islandeses.
Os brasileiros contestam a forma como a operação foi conduzida e afirmam que a abordagem ocorreu em águas internacionais. Para os ativistas, a reação das autoridades foi desproporcional diante do objetivo da missão.
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A Sea Shepherd também critica a ação e afirma que a operação tinha como finalidade chamar a atenção internacional para a continuidade da caça comercial de baleias autorizada pela Islândia.
GRUPO FICARÁ IMPEDIDO DE NAVEGAR NA ZONA SGHENGEN
Além da deportação, os quatro brasileiros foram informados de que ficarão proibidos de navegar por dois anos na chamada zona Schengen. A medida representa uma restrição adicional para os ativistas, que utilizam embarcações em ações relacionadas à defesa dos oceanos e à proteção da vida marinha.
Os brasileiros também reclamaram da falta de apoio do governo brasileiro durante o episódio. O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso e mantém contato com as autoridades islandesas.
AÇÃO TEVE IMPACTO, DIZEM ATIVISTAS
Mesmo após a prisão e a decisão de deportação, os integrantes da Sea Shepherd avaliam que a missão atingiu o objetivo de dar visibilidade à causa. Para Lucas Barbosa, a operação conseguiu chamar a atenção internacional para a caça de baleias na Islândia e ampliar o debate sobre a atividade.
A espécie fin, também conhecida como baleia-comum, está entre as espécies de grandes cetáceos que são alvo de medidas de conservação em diferentes partes do mundo.
FAMÍLIAS AGUARDAM RETORNO AO BRASIL
Com a autorização para a deportação, familiares dos quatro brasileiros aguardam o retorno do grupo ao país.
Enquanto isso, as autoridades brasileiras seguem acompanhando a situação junto ao governo islandês. O caso também reacende a discussão sobre os limites das ações de ativistas ambientais em águas internacionais e a atuação das autoridades durante operações contra embarcações envolvidas em protestos.
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