Um ataque de drones atribuído à Ucrânia deixou pelo menos 13 mortos, entre eles uma criança, e quase 40 feridos nesta segunda-feira (10/08), no Tartaristão, região da Rússia localizada a aproximadamente 1.600 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. A ofensiva atingiu principalmente a cidade industrial de Nizhnekamsk e está entre os ataques mais letais atribuídos a Kiev desde o início da guerra, há mais de quatro anos.
Segundo as autoridades russas, instalações industriais e áreas civis foram atingidas durante a ofensiva, que também provocou danos em uma das principais regiões petroquímicas do país.
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REFINARIA ESTÁ ENTRE OS LOCAIS ATINGIDOS
Nizhnekamsk é um importante polo industrial e petroquímico russo. A cidade abriga duas grandes refinarias de petróleo pertencentes à Tatneft, incluindo a refinaria Taneco, apontada pelas autoridades regionais como um dos alvos do ataque.
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O governo local informou inicialmente que 12 pessoas haviam morrido e outras 39 estavam feridas. Posteriormente, o número de mortos subiu para 13. As autoridades afirmaram ainda que o ataque teve como alvo tanto estruturas industriais quanto áreas onde vivem civis.
RÚSSIA DIZ TER DERRUBADO CENTENAS DE DRONES
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 456 drones ucranianos durante a noite. De acordo com a pasta, a ofensiva atingiu aproximadamente 15 regiões russas, além da Crimeia, território ucraniano anexado por Moscou em 2014.
A dimensão do ataque evidencia a capacidade de operações com drones em áreas muito distantes da linha de frente do conflito. Nizhnekamsk fica a cerca de 1.600 quilômetros da fronteira ucraniana.
MOSCOU REAGE E RESPONSABILIZA PAÍSES OCIDENTAIS
O ataque provocou uma reação imediata de autoridades russas. Rodion Miroshnik, embaixador responsável por acompanhar o que Moscou classifica como "crimes do regime de Kiev", afirmou que a responsabilidade pelo episódio também "pesa na consciência" dos países ocidentais que fornecem armamentos à Ucrânia.
Miroshnik classificou o bombardeio como um "crime de guerra" e relacionou a ofensiva aos recentes ataques registrados em território russo.
BELGOROD TAMBÉM FOI ATINGIDA
A ofensiva desta segunda-feira ocorreu um dia depois de outro ataque na região de Belgorod, área russa próxima à fronteira com a Ucrânia. Segundo as autoridades, uma mulher morreu após um drone atingir uma residência na cidade de Novaya Tavolzhanka.
Ao todo, o ataque registrado no domingo (9) teria provocado seis mortes e deixado 25 pessoas feridas. Estabelecimentos comerciais e prédios residenciais também sofreram danos durante a ofensiva.
RÚSSIA AFIRMA QUE GUERRA DEVE CONTINUAR
Em meio à escalada dos ataques, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou que as ações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deixam Moscou com "outra escolha" a não ser manter o conflito.
Segundo Galuzin, o governo russo não descarta a possibilidade de negociações para buscar uma solução diplomática para a guerra. O representante, porém, afirmou que, na avaliação de Moscou, a iniciativa para uma eventual retomada das negociações não está atualmente nas mãos do governo de Vladimir Putin.
O novo ataque de drones ocorre, portanto, em um momento de intensificação das ofensivas contra alvos em território russo e de aumento das declarações de autoridades dos dois lados sobre as perspectivas de negociação do conflito.
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