O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada das negociações diplomáticas com o Irã, previstas para começar na tarde desta segunda-feira (03/08). O anúncio ocorre um dia após o líder norte-americano revelar que cancelou um ataque militar de grande escala contra o país do Oriente Médio, que, segundo ele, já estava em fase avançada de preparação.
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Ao retornar de seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jersey, Trump afirmou que a prioridade, neste momento, será buscar uma solução por meio do diálogo. "Eles sabiam a dimensão do ataque porque acompanharam toda a preparação. Agora estamos conversando com eles por meio de uma negociação. Ela começa amanhã à tarde e veremos o que acontece", declarou o presidente.
ATAQUE FOI SUSPENDO APÓS APELOS DE ALIADOS
Trump atribuiu a decisão de interromper a ofensiva militar aos pedidos feitos por importantes aliados da política externa norte-americana. Segundo ele, líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar e integrantes do próprio governo iraniano defenderam uma saída diplomática para evitar o agravamento da crise.
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O presidente afirmou que as manifestações dos parceiros internacionais reforçaram a percepção de que ainda existe espaço para um entendimento entre as partes. "Estávamos prontos para agir, mas, quando os aliados pediram que cancelássemos, decidimos observar essa possibilidade. Eles acreditam que existe um acordo. Primeiro sobre Ormuz e, depois, sobre a questão nuclear, ou, como prefiro chamar, a desnuclearização do Irã", afirmou.
ARÁBIA SAUDITA ATUOU DIRETAMENTE PARA EVITAR ESCALADA DO CONFLITO
Os bastidores da decisão envolveram uma atuação direta da liderança saudita. De acordo com informações divulgadas pela agência oficial da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman entrou em contato com Donald Trump para pedir contenção e evitar uma ampliação das tensões na região.
Ainda segundo uma reportagem da CNN, o líder saudita demonstrou preocupação com as consequências que uma ofensiva militar contra o Irã poderia provocar para a estabilidade do Oriente Médio.
WASHINGTON MANTÉM POSTURA DE PRESSÃO SOBRE TEERÃ
Apesar de recuar do ataque, Trump evitou confirmar se uma eventual operação militar teria como alvo instalações ligadas ao setor energético iraniano. Mesmo assim, reforçou que os Estados Unidos permanecem preparados para agir, caso considerem necessário.
Em publicação feita no sábado, 1º de agosto, na rede Truth Social, o presidente afirmou que o país continua "armado, preparado e pronto para agir", mantendo a pressão sobre Teerã.
Do lado iraniano, o governo procurou minimizar as declarações norte-americanas. A imprensa estatal do país negou que Teerã tenha solicitado oficialmente a Washington o cancelamento da ofensiva militar.
PRÓXIMOS PASSOS DAS NEGOCIAÇÕES
A retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã deve concentrar as discussões em dois temas considerados estratégicos para a segurança internacional:
- a estabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo;
- o programa nuclear iraniano e possíveis medidas voltadas à desnuclearização do país.
As conversas representam uma nova tentativa de reduzir as tensões entre Washington e Teerã após dias de forte pressão militar e intensa articulação diplomática envolvendo países do Oriente Médio.
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