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PARAENSE ENTRE OS REFÉNS

Tripulantes da flotilha rumo a Gaza sofrem violência de militares de Israel

Imagens divulgadas mostram ativistas submetidos a intimidações, maus-tratos e tortura psicológica durante ação militar israelense; paraense foi interceptada

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Imagem ilustrativa da notícia Tripulantes da flotilha rumo a Gaza sofrem violência de militares de Israel camera Em nota divulgada junto aos novos vídeos, os integrantes da flotilha afirmam continuar cobrando respostas urgentes do Itamaraty e do Governo Federal brasileiro. | Reprodução/Divulgação

Novos vídeos divulgados pela Global Sumud Flotilla revelam cenas de violência, intimidações e maus-tratos contra os ativistas interceptados pelo Exército de Israel durante a missão humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza. Entre os integrantes da embarcação está a paraense Beatriz Moreira de Oliveira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Além dela, outras duas brasileiras também foram interceptadas: Ariadne Teles e Thainara Rogério.

As imagens foram divulgadas após a interceptação das embarcações, ocorrida na última segunda-feira (18), em águas internacionais próximas ao Chipre. Segundo os organizadores da missão, os ativistas teriam sido submetidos a agressões psicológicas, ameaças e situações de violência durante a abordagem feita por militares israelenses.

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A Global Sumud Flotilla afirmou que a missão tinha caráter exclusivamente humanitário e seguia rumo à Gaza com o objetivo de prestar apoio à população palestina. O grupo denuncia que a ação realizada por Israel configura um “sequestro” dos ativistas que estavam a bordo.

Em nota divulgada junto aos novos vídeos, os integrantes da flotilha afirmam continuar cobrando respostas urgentes do Itamaraty e do Governo Federal brasileiro para garantir a segurança, a integridade física e a libertação imediata dos brasileiros e demais ativistas interceptados.

Antes da divulgação das novas imagens, Beatriz Moreira de Oliveira já havia aparecido em um vídeo publicado pela própria flotilha pedindo ajuda das autoridades brasileiras. “Fui interceptada ilegalmente pelo exército de ocupação israelense enquanto navegava em águas internacionais rumo à Gaza. Segundo a Convenção de Genebra, civis e ações humanitárias têm livre passagem em águas internacionais. Então eu exijo e peço que você também exija a minha liberação e de toda a minha tripulação. Peço ao Itamaraty e ao Governo Federal. Basta da ocupação israelense pelo território palestino”, declarou a paraense.

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De acordo com os organizadores da missão, a flotilha saiu da Turquia na última quinta-feira (14), com cerca de 50 navios. Esta teria sido a terceira tentativa, somente neste ano, de romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza.

Vídeos registrados por integrantes da embarcação também mostram o momento em que militares israelenses se aproximam e entram no navio durante a interceptação. Ao menos cinco pessoas teriam sido presas na ação.

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