Autoridades dos Estados Unidos seguem investigando o ataque a tiros durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, neste sábado (25), e analisam mensagens deixadas pelo suspeito para entender o que teria motivado ele.
O acusado é Cole Tomas Allen, de 31 anos de idade, de Torrance (Califórnia), ex-professor em meio período e desenvolvedor de videogames. Segundo as autoridades, ele enviou um bilhete à família antes do ataque dizendo pedido desculpas pelo ataque. “Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança abusei”, afirmando ainda que pretendia atacar funcionários do governo e encerrando com a frase com: “Não espero perdão”.
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No texto, o homem também expressou raiva política e críticas à administração, além de justificar a visão com referências religiosas. “Oferecer a outra face quando alguém é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor”, escreveu ele em outro trecho.
A investigação aponta que Allen passou a adotar discursos mais radicais nos últimos anos, após envolvimento com ativismo de esquerda em Los Angeles, além de adquirir armas e treinar em estandes de tiro. Ele comprou legalmente uma pistola calibre 38 em 2023 e uma espingarda calibre 12 em 2025, após verificações de antecedentes do FBI.
Segundo as investigações, nos dias anteriores ao ataque, ele viajou de trem de Los Angeles a Chicago e depois a Washington, onde se hospedou no Washington Hilton, hotel que recebia o evento com a presença do presidente Donald Trump e autoridades federais. Antes da ação, teria enviado outra mensagem se autodenominando o “assassino federal amigável” e demonstrando hostilidade contra Trump.
Na noite do evento, Allen tentou ultrapassar a segurança e invadir o salão de baile. Ele estava armado e disparou tiros, atingindo um agente do Serviço Secreto, que usava colete à prova de balas. O agente foi atendido e liberado. O suspeito foi rapidamente detido.
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O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que o homem não está colaborando com as autoridades até o momento. Ele disse ainda que a investigação preliminar indica possível alvo em membros do governo. Allen foi acusado de dois crimes de porte ilegal de arma e um de agressão a agente federal.
Segundo as investigações, o suspeito tinha passagem pelo Caltech entre 2013 e 2017, onde participou de grupos estudantis e desenvolveu um protótipo de freio para cadeiras de rodas. Formado em engenharia mecânica, trabalhou como professor na C2 Education e foi eleito “professor do mês” em 2024. Também desenvolveu o jogo “Bohrdom”, vendido na Steam, e trabalhava em outro projeto chamado “First Law”. Além disso, ele ainda doou US$ 25 à campanha de Kamala Harris em 2024 e participava do grupo político “The Wide Awakes”, de orientação à esquerda.
Após o ataque, familiares acionaram autoridades após receberem mensagens em que Allen afirmava que atacaria membros do governo, embora dissesse não mirar especificamente forças da lei. O caso segue em investigação, com análise de redes sociais e entrevistas com familiares e pessoas próximas.
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