O governo de Donald Trump deseja retomar os métodos de execução em casos de crimes considerados mais graves, com o uso de fuzilamento, eletrocução e asfixia por gás. A informação foi confirmada pelo Departamento de Justiça dos EUA, na última sexta-feira (24).
De acordo com o relatório do departamento, a justificativa se deve por conta das dificuldades na obtenção de medicamentos no uso de injeções letais. O documento aponta ainda que a o governo Trump pretende retomar a pena de morte em seu segundo mandato.
O Chefe interino Todd Blanche criticou a gestão anterior e cobra penas máximas em crimes considerados mais graves. " A administração anterior descumpriu seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a solicitar e implementar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais", afirmou em comunicado.
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Como a pena de morte funciona hoje em dia nos EUA?
A pena de morte nos EUA é aplicada sobretudo pelos estados, mas o governo federal também pode solicitá-la em alguns crimes. Durante seu primeiro mandato, Donald Trump retomou as execuções federais, encerrando uma pausa de 17 anos.
Ao todo, foram 13 execuções por injeção letal nos últimos meses de sua gestão, o maior número registrado por um presidente americano em mais de um século. Dois estados dos EUA executaram detentos com gás nitrogênio, método criticado por especialistas da Nações Unidas como cruel e desumano.
A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados, enquanto outros três mantêm moratória. Califórnia, Oregon e Pensilvânia ainda preveem a punição, mas com execuções suspensas.
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