Cada país tem suas próprias leis contra substâncias ilicitas, com algumas tendo maior penalidade para quem consome ou comercializa.
A Casa Branca orientou as agências federais a se prepararem para flexibilizar em breve as restrições à maconha, tornando-as menos branda, segundo o site Axios.
Administração de Combate às Drogas (DEA, na sigla em inglês) planeja anunciar uma nova audiência administrativa, etapa do processo de reclassificação da maconha. Duas pessoas ouvidas sob condição de anonimato disseram ao Axios que o plano ainda pode mudar e não foi divulgado oficialmente.
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Proposta em discussão prevê transferir a maconha para a Lista III da Lei de Substâncias Controladas, categoria semelhante à de alguns analgésicos prescritos. Hoje, a droga está na Lista I, a mesma classificação da heroína, o que impõe as restrições federais mais duras.
Em dezembro, Donald Trump determinou que as agências federais acelerassem a flexibilização de regras sobre a maconha. "A menos que uma droga seja recomendada por um médico por razões terapêuticas, simplesmente não a use. Ao mesmo tempo, os fatos obrigam o governo federal a reconhecer que a maconha pode ser legítima em termos de aplicações medicinais quando administrada com cuidado", disse o presidente no ano passado.
Defensores da mudança reclamam que houve pouca ação pública desde a ordem, e Trump também passou a cobrar mais rapidez. "Vocês vão providenciar o reagendamento, por favor?", disse ele no último sábado, no Salão Oval da Casa Branca.
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Gestão Joe Biden recomendou formalmente que a maconha fosse reclassificada como substância controlada de Classe III. A medida, porém, ficou paralisada em disputas legais e em uma audiência administrativa pendente na DEA.
Pessoas com conhecimento do plano afirmam que o governo Trump quer encerrar as audiências em andamento e abrir um novo processo para acelerar a reclassificação. A estratégia, segundo elas, busca destravar uma etapa burocrática considerada obrigatória.
Maioria dos americanos apoia o relaxamento das restrições à maconha, segundo pesquisa citada no relatório. Levantamento The Economist/YouGov divulgado neste mês aponta que 53% dos adultos são a favor da legalização, incluindo 35% dos republicanos.
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