O Oriente Médio voltou a ser palco de tensão intensa. Relatos de foguetes e drones cruzaram a fronteira entre o Líbano e Israel, colocando em risco um frágil acordo de trégua.
O grupo armado Hezbollah confirmou nesta terça-feira (21) o disparo de foguetes e drones contra o norte de Israel. O grupo alegou agir em resposta a violações israelenses do cessar-fogo vigente. Além disso, o Hezbollah acusou o Exército israelense de atacar civis e destruir residências no sul do Líbano.
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O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor na última quinta-feira (16), com mediação dos Estados Unidos. No entanto, forças israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de terra libanesa, entre 5 km e 10 km ao longo de toda a fronteira.
Israel acusa Hezbollah de violar acordo
O Exército israelense afirmou que o grupo xiita disparou vários foguetes contra soldados que operavam no sul do Líbano.
O comando militar israelense classificou os disparos como uma 'violação flagrante' do acordo de trégua. Em seguida, Israel anunciou que destruiu o lançador de onde partiram os projéteis.
Além disso, as sirenes de alerta soaram no norte de Israel após a interceptação de um drone lançado a partir do território libanês.
Contudo, não ficou claro de imediato se os episódios relatados por ambos os lados eram o mesmo incidente.
Acusações cruzadas ameaçam negociações
Os dois lados trocaram acusações antes das negociações mediadas por Washington, previstas para ocorrer ainda nesta semana.
O Hezbollah alegou que Israel foi o primeiro a descumprir a trégua. Por outro lado, Israel sustentou que o grupo libanês foi o agressor. As principais alegações de cada lado incluem:
- Hezbollah: Israel ataca civis e destrói casas no sul do Líbano;
- Israel: Hezbollah dispara foguetes contra tropas israelenses na região de fronteira.
Zona tampão divide posições
Israel declarou que pretende manter uma zona de amortecimento no sul do Líbano para proteger o norte do país de futuros ataques do Hezbollah.
Esse posicionamento, porém, é visto pelo grupo libanês como ocupação de território. Assim, a presença de soldados israelenses no Líbano se tornou o principal ponto de discórdia entre as partes.
Mediação estadunidense sob pressão
Washington mediou o cessar-fogo de dez dias e agora enfrenta o desafio de manter o acordo vivo. As negociações desta semana devem tratar da retirada israelense e das condições de segurança na fronteira.
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No entanto, a nova rodada de ataques lança dúvidas sobre a viabilidade do diálogo.
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