Grupos de iranianos formaram correntes humanas nesta terça-feira (7) ao redor da Usina Termoelétrica de Kazerun, no sul do país, em um gesto de apoio ao governo e de protesto contra ataques recentes. Imagens divulgadas por Alireza Rahimi, vice-ministro dos Esportes e secretário do Conselho Supremo da Juventude e Adolescentes do Irã, e pela agência semi-oficial Fars mostram dezenas de pessoas reunidas no local.
Segundo a mesma agência, manifestações semelhantes também ocorreram em uma usina na cidade de Tabriz, indicando que a mobilização se espalha por diferentes regiões do país.
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A ação ocorre um dia após Rahimi, convocar jovens, artistas e atletas a participarem de “correntes humanas” ao redor de instalações energéticas em todo o território iraniano. O apelo foi feito em resposta a ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que poderia atacar infraestruturas públicas caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz dentro do prazo estipulado.
روز تاریخی و حماسی #جوانان_ایران در قالب پویش «زنجیره انسانی جوانان ایران برای فردای روشن» با شکوهی کمنظیر و انرژی بیمثال در سراسر کشور برگزار شد و جلوهای ماندگار از اتحاد، همبستگی و شور ملی نسل جوان را به نمایش گذاشت.
— علیرضا رحیمی (@DrAlirezaRahimi) April 7, 2026
این حرکت بزرگ مردمی بدون کوچکترین مسئله و با نظمی مثال… pic.twitter.com/dWo9p1jXNP
Conflito em escalada
Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã desde 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. A ofensiva também teria eliminado outras autoridades de alto escalão do regime.
De acordo com autoridades americanas, dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e aeronaves militares, foram destruídos ao longo das operações.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.
Mortes e expansão regional
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos. Já a Casa Branca confirmou ao menos 13 mortes de militares americanos relacionadas a ataques iranianos.
A guerra também se estendeu ao Líbano. O grupo Hezbollah realizou ataques contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei, o que levou o governo israelense a intensificar bombardeios no território libanês. Centenas de pessoas já morreram no país vizinho.
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Mudança na liderança iraniana
Após a morte de grande parte da cúpula do regime, um conselho iraniano nomeou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas avaliam que a escolha indica continuidade política e manutenção da linha dura do governo.
A decisão foi criticada por Donald Trump, que classificou a nomeação como um “grande erro” e afirmou que a escolha deveria contar com participação internacional. Segundo ele, Mojtaba seria “inaceitável” para liderar o país.
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