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CHEFE DE INTELIGÊNCIA

Líder da Guarda do Irã é morto em ataque de Israel

Morte de Majid Khademi ocorre após bombardeios aéreos israelenses e amplia crise envolvendo EUA, Estreito de Hormuz e ONU.

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Imagem ilustrativa da notícia Líder da Guarda do Irã é morto em ataque de Israel camera Chefe de inteligência iraniano é morto em ataque aéreo, elevando a tensão no Oriente Médio e ampliando a escalada do conflito regional. | Divulgação/TV estatal do Irã

Em cenários marcados por disputas geopolíticas e interesses estratégicos, cada novo episódio de violência tende a redesenhar o equilíbrio de forças e aprofundar incertezas. No Oriente Médio, onde conflitos históricos se entrelaçam com tensões contemporâneas, os acontecimentos recentes elevam ainda mais o grau de instabilidade regional.

O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto, na tarde de domingo (05), durante um ataque atribuído a Israel, segundo confirmação oficial das autoridades iranianas. A morte ocorreu em meio a bombardeios aéreos em Teerã, que também deixaram ao menos 25 vítimas, de acordo com agências locais.

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ATAQUE EM TEERÃ E CONFIRMAÇÃO OFICIAL

A Guarda Revolucionária confirmou a morte por meio de seu canal no Telegram, sem divulgar detalhes específicos da operação. Já as Forças de Defesa de Israel afirmaram que o militar foi atingido durante ataques aéreos realizados na capital iraniana.

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Israel assumiu a autoria da ofensiva e informou que outro integrante do alto escalão também foi morto. Trata-se de Yazdan Mir, conhecido como Sardar Bagheri, que liderava uma unidade da Guarda Revolucionária no Paquistão.

SEQUÊNCIA DE MORTES NO ALTO COMANDO IRANIANO

Khademi havia assumido o cargo recentemente, em junho de 2025, poucos dias após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, também vítima de um ataque israelense.

A escalada de mortes no alto comando iraniano se intensificou nas últimas semanas. Menos de uma semana antes, o comandante da Marinha iraniana, Alireza Tangsiri, foi morto em outra ofensiva. Ele era apontado como figura-chave nas decisões relacionadas ao fechamento do Estreito de Hormuz.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã contabiliza uma série de baixas entre seus líderes. Entre elas estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani.

PRESSÃO DOS EUA E ESCALADA DIPLOMÁTICA

Os ataques recentes ocorrem em meio à pressão dos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Hormuz. O presidente norte-americano Donald Trump deu um ultimato ao Irã, ameaçando coordenar ataques à infraestrutura do país caso a rota marítima não seja liberada.

A resposta iraniana veio em tom duro. O porta-voz da presidência, Seyyed Mehdi Tabatabaei, criticou Trump com declarações contundentes, acusando-o de ampliar o conflito na região.

NEGOCIAÇÕES E REAÇÃO INTERNACIONAL

Paralelamente à escalada militar, o Irã iniciou conversas com Omã para discutir uma possível reabertura "segura" do Estreito de Hormuz. Autoridades dos dois países avaliam alternativas para garantir o fluxo de embarcações na rota, considerada vital para o comércio global.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou, criticando as ameaças dos Estados Unidos e alertando para o risco de ampliação do conflito. Em comunicado, a entidade classificou a postura norte-americana como perigosa e cobrou ação imediata da comunidade internacional para evitar uma guerra de maiores proporções.

CONFLITO EM EXPANSÃO

A morte de Majid Khademi marca mais um capítulo de uma escalada que combina ações militares, disputas estratégicas e tensão diplomática. Com ataques sucessivos, ameaças diretas e negociações paralelas, o cenário no Oriente Médio segue em rápida transformação, e cada novo episódio aumenta o risco de um conflito ainda mais amplo e imprevisível.

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