A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (COP15), ligada à Organização das Nações Unidas, aprovou neste domingo (29) a inclusão de 40 novas espécies na lista de proteção internacional. A decisão foi tomada ao fim da 15ª Conferência das Partes (COP15), realizada no Brasil.
Com a atualização, os países signatários passam a ter compromisso legal de adotar medidas para proteger espécies migratórias ameaçadas, além de conservar habitats, reduzir barreiras de deslocamento e ampliar a cooperação internacional.
Lista inclui aves, mamíferos e tubarões
Entre as espécies incluídas está o mocho-das-neves (Bubo scandiacus), conhecido por aparições na franquia Harry Potter. Também passa a integrar a lista o maçarico-de-bico-fino (Limosa haemastica), ave migratória que percorre cerca de 30 mil quilômetros ao longo do continente americano.
Outros animais incluídos são o tubarão-martelo-grande (Sphyrna mokarran), a hiena-listrada (Hyaena hyaena) e a lontra-gigante (Pteronura brasiliensis), conhecida como ariranha.
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A conferência reuniu representantes de 133 partes, incluindo países e a União Europeia, e ocorreu em Campo Grande, no Pantanal.
Dados indicam queda nas populações
Relatório divulgado antes do encontro aponta que 49% das espécies listadas pela convenção apresentam redução populacional. Cerca de 25% estão ameaçadas de extinção em escala global.
Outro estudo recente destacou impactos sobre peixes de água doce, como enguias, com redução nas migrações devido à degradação ambiental, pesca e construção de barragens.
Durante a abertura da conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proteção das espécies migratórias depende de ações coordenadas entre países, já que esses animais atravessam diferentes territórios.
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Ariranha entra na lista de proteção
A inclusão da ariranha amplia a atenção sobre a espécie na América do Sul. O mamífero aquático vive em rios da Amazônia e do Pantanal, e depende de ambientes de água doce para sobreviver.
A espécie vive em grupos familiares e se alimenta principalmente de peixes. A presença da ariranha é utilizada como indicador de qualidade ambiental em regiões onde ocorre.
Classificada como ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza, a espécie enfrenta pressões como desmatamento, poluição e alterações em rios causadas por obras de infraestrutura.
A decisão da conferência amplia o monitoramento internacional e reforça a necessidade de ações para preservar rotas migratórias e ecossistemas utilizados por essas espécies.
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