O Parlamento da Romênia aprovou nesta quarta-feira (11) uma autorização para que os Estados Unidos utilizem bases militares do país localizadas no Mar Negro no contexto da guerra contra o Irã. A decisão também permite o envio de militares norte-americanos ao território romeno.
Segundo o presidente romeno, Nicușor Dan, o destacamento terá caráter “defensivo”. Antes da aprovação do projeto pelo Legislativo, o chefe de Estado divulgou um comunicado na rede social X explicando os detalhes da cooperação militar.
De acordo com Dan, a expectativa é que os EUA enviem ao país “aviões de reabastecimento, equipamentos de monitoramento e sistemas de comunicação via satélite”.
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Com a medida, a Romênia se soma a outros países europeus, e integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que passaram a se envolver de forma indireta no conflito no Oriente Médio.
Nos últimos dias, França, Reino Unido, Holanda e Itália enviaram embarcações de guerra para o Mar Mediterrâneo. Segundo os governos europeus, o objetivo é reforçar a segurança do Chipre diante da escalada do conflito.
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A ilha registrou recentemente o primeiro incidente envolvendo forças europeias no contexto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Autoridades locais afirmam que forças iranianas realizaram ataques contra uma base militar britânica instalada no território cipriota.
Situações semelhantes também foram relatadas por Turquia e Azerbaijão, cujos governos acusam o Irã de bombardear instalações localizadas em seus territórios.
Em meio à escalada das tensões, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a criação de uma “missão internacional” com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz. Aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo passa pela rota marítima, que foi fechada por autoridades iranianas desde o início da guerra.
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