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GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Presidente do Irã promete parar ataques a países vizinhos

Presidente iraniano pede desculpas por bombardeios e diz que priorizará diplomacia, enquanto países do Golfo relatam novas interceptações de mísseis

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Imagem ilustrativa da notícia Presidente do Irã promete parar ataques a países vizinhos camera A declaração foi feita em uma mensagem pré-gravada de cinco minutos exibida na televisão estatal iraniana. | Divulgação/Ministério de Relações Exteriores do Irã

Neste sábado (07), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país pretende interromper os ataques contra nações vizinhas e pediu desculpas pelos bombardeios recentes na região. A declaração foi exibida em uma mensagem pré-gravada de cinco minutos transmitida pela TV nacional.

Pezeshkian atribuiu os ataques à “falta de comunicação” após a morte do aiatolá Ali Khamenei e de outros líderes militares. Segundo ele, o Irã não voltará a disparar mísseis contra países próximos. “Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”, disse.

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Contudo, ele reforçou que atacará países vizinhos caso seja atacado primeiro. “A partir de agora, não atacaremos países vizinhos, nem disparamos mísseis contra eles, a não ser que sejamos atacados primeiros”, afirmou Masoud Pezeshkian, presidente do Irã.

Mesmo adotando tom conciliador com os vizinhos, o presidente manteve críticas aos Estados Unidos, acusando o país governado por Donald Trump de violar o direito internacional ao atingir hospitais e escolas. Ele também afirmou que a exigência americana de rendição incondicional do Irã deve ser levada “ao túmulo”.

Países relatam interceptações de mísseis

Apesar da promessa de cessar os ataques, países do Golfo registraram incidentes poucas horas antes da declaração. O Qatar informou que interceptou um míssil direcionado ao país e enviou alertas por SMS para moradores de Doha permanecerem em casa até que “a ameaça à segurança foi eliminada”.

Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades disseram que 16 mísseis balísticos foram disparados contra o país: 15 foram interceptados e um caiu no mar. Além disso, 121 drones foram destruídos.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou uma explosão nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai. Segundo o governo local, o incidente foi causado pela queda de destroços após a interceptação de um míssil. As operações no aeroporto chegaram a ser suspensas temporariamente.

“Confiramamos que um incidente pequeno, decorrente da queda de destroços após uma intercepção, foi contido com sucesso”, informou o Escritório de Mídia de Dubai.

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Trump reage e conflito segue em escalada

Após o pronunciamento de Pezeshkian, Donald Trump reagiu nas redes sociais chamando o Irã de “perdedor”. Segundo ele, o país recuou após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra Teerã.

“O Irã não é mais o 'valentão do Oriente Médio', mas sim 'O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO'”, escreveu. O republicano também ameaçou novas ofensivas, afirmando que o país poderá ser “duramente atingido”.

O conflito começou no último sábado (28), quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã passou a bombardear países que abrigam bases militares americanas, como Qatar e Kuwait. Israel também iniciou ataques aéreos contra o Líbano após o Hezbollah assumir um bombardeio que deixou mortos em território israelense.

O conflito já provocou vítimas fora do Irã. No Kuwait, uma menina de 11 anos morreu após ser atingida por destroços de um projétil. No território iraniano, os bombardeios se concentram em Teerã e já deixaram 1.230 mortos em menos de uma semana, segundo a agência estatal Irna.

O governo iraniano também adiou o velório de Ali Khamenei por temores de novos ataques. Segundo análises citadas por autoridades do país, os Estados Unidos pretendiam estimular uma guerra civil após a morte do líder para derrubar a teocracia iraniana, estratégia que não teria provocado revolta popular.

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