A madrugada ainda cobria o Oriente Médio quando o silêncio foi rompido por explosões que repercutiram em Teerã. Em poucas horas, o que até então era um cenário de negociações diplomáticas frágeis transformou-se em uma nova e perigosa escalada militar. Estados Unidos e Israel confirmaram ter realizado um ataque contra o Irã neste sábado (28), reacendendo temores de um conflito prolongado na região.
A ofensiva ocorreu pouco depois das 8h no horário de Israel (madrugada no Brasil) e foi anunciada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz. Segundo ele, a ação teve como objetivo “eliminar ameaças”. A informação foi posteriormente confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
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De acordo com a agência estatal iraniana Islamic Republic News Agency, o principal alvo seria o escritório do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, localizado no centro de Teerã. A agência informou ainda que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança israelense afirmou ao jornal The Times of Israel que a operação foi conduzida de forma conjunta entre Washington e Tel Aviv. Um oficial do governo israelense declarou que o país se prepara para “vários dias de conflito” com o Irã.
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Relatos da imprensa iraniana indicam que três explosões foram ouvidas no centro da capital, além do registro de uma nuvem de fumaça sobre a cidade. Também houve relatos de detonações nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após o ataque, tanto Irã quanto Israel anunciaram o fechamento de seus espaços aéreos. Em comunicado, o Ministério dos Transportes israelense pediu que a população não se dirija aos aeroportos “até novo aviso”.
Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que a missão foi batizada de “Operação Fúria Épica”.
Negociações frustradas
A ação militar ocorre logo após o encerramento, sem avanços concretos, das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. As conversas foram interrompidas na sexta-feira (27), com previsão de retomada na próxima semana.
Na véspera do ataque, Trump afirmou não estar satisfeito com o andamento das tratativas. “Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, declarou.
Retirada preventiva
O clima de instabilidade já havia levado o governo norte-americano a autorizar, na sexta-feira, a saída de funcionários não essenciais e familiares da missão diplomática dos EUA em Israel. Em comunicado divulgado pela embaixada em Jerusalém, o Departamento de Estado citou “riscos crescentes de segurança” diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
O alerta também indicou que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia. Além disso, cidadãos norte-americanos foram orientados a considerar deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis um sinal de que Washington trabalha com a possibilidade de rápida deterioração do cenário de segurança.
Com espaços aéreos fechados, negociações suspensas e declarações duras de ambos os lados, o ataque deste sábado inaugura um novo capítulo na já delicada relação entre Irã, Israel e Estados Unidos com efeitos imprevisíveis para a estabilidade do Oriente Médio.
War has begun!
— Mirchi Masala (@iMirchiMasala) February 28, 2026
The sound of three explosions reported in central Tehran , the situation looks tense and developing.
Hoping for clarity, restraint, and safety for civilians. #Tehran #Iran pic.twitter.com/aPujyysWMO
🚨🚨🚨Confirmed strikes in Tehran
— Patriot (@_Patriot1776Q_) February 28, 2026
・Iran's Ministry of Intelligence
・Iran's Ministry of Defense
・Supreme Leader's office
・Iranian Atomic Energy Agency pic.twitter.com/q84X45Ktle
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