A polícia canadense identificou a autora do ataque a tiros que deixou nove mortos e 25 feridos em uma escola de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica, no oeste do país. Trata-se de Jesse van Rootselaar, de 18 anos de idade, cujo o corpo foi encontrado dentro do colégio, e que, segundo as autoridades, tirou a própria vida após o massacre.
O crime começou em uma residência próxima à escola, onde moravam a mãe e o meio-irmão da atiradora. Eles foram mortos antes do ataque ao colégio, conforme informou a Polícia Montada Real Canadense (RCMP). A casa fica a poucos metros da instituição, em uma cidade com cerca de 2,4 mil habitantes.
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Em coletiva na quarta-feira (11), o vice-comissionário da RCMP na Colúmbia Britânica, Dwayne McDonald, afirmou que Jesse era mulher trans e iniciou o processo de transição de gênero há seis anos. Segundo ele, a polícia foi chamada diversas vezes à residência nos últimos anos para lidar com questões de saúde mental, incluindo incidentes que envolveram uso de arma. McDonald também informou que a jovem abandonou os estudos há quatro anos e não frequentava nenhuma escola desde então.
Quando questionado sobre a possibilidade de Jesse ter sofrido bullying por causa da transição, McDonald disse que "não tinha informações que sugerissem que isso aconteceu". Ele também afirmou que a polícia ainda não tem ideia do motivo do ataque e que as vítimas teriam sido escolhidas aleatoriamente.
Entre as nove mortes confirmadas, estão cinco adolescentes com idades entre 12 e 13 anos. Além disso, o governo do Brasil informou, por meio do Itamaraty, que não há registro de brasileiros entre as vítimas até o momento.
Relembre o ataque
O primeiro chamado à polícia foi registrado às 13h20, no horário local, informando sobre um atirador ativo em Tumbler Ridge. Por volta das 13h30, um aluno relatou ter ouvido um alarme na sala de aula instruindo a fechar as portas devido ao lockdown. A polícia chegou à escola em dois minutos, segundo a ministra da Segurança Pública e Procuradora-Geral da Colúmbia Britânica, Nina Krieger.
No colégio, seis pessoas foram mortas: uma professora de 39 anos e cinco estudantes, três meninas de 12 anos e dois meninos, um de 12 e outro de 13 anos. A maioria das vítimas estava na biblioteca. Os nomes delas não foram divulgados.
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Na escola, foram encontradas duas armas de fogo, uma arma longa e uma pistola modificada. Durante o ataque, a polícia enviou alerta à população para que moradores permanecessem em casa, descrevendo a suspeita como uma “mulher de vestido e cabelos castanhos”. O alerta foi cancelado às 17h45, após a polícia confirmar que não havia outros suspeitos.
A escola atacada é pública e tem cerca de 175 alunos matriculados da 7ª à 12ª série, o equivalente ao ensino fundamental e médio no Brasil. Após o ataque, a instituição e outra na região permanecerão fechadas durante o resto da semana, enquanto a polícia realiza buscas em residências próximas.
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