Em regiões marcadas por instabilidade política e militar, qualquer incidente de grandes proporções rapidamente desperta suspeitas e apreensão. No sul do Irã, explosões em áreas residenciais, neste sábado (31), ampliaram o clima de incerteza e levantaram temores sobre a segurança do país.
Uma explosão destruiu parte de um prédio residencial de oito andares na cidade portuária de Bandar Abbas, no litoral do Golfo, deixando uma pessoa morta e ao menos 14 feridas. De acordo com autoridades locais, dois andares do edifício foram completamente destruídos, além de danos registrados em veículos e estabelecimentos comerciais próximos.
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Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente foi provocado pelo acúmulo de gás no prédio. Informações que circularam nas redes sociais sugerindo um ataque direcionado ou a presença de autoridades militares no local foram negadas por veículos oficiais iranianos.
No mesmo dia, uma segunda explosão foi registrada na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país. O incidente ocorreu em um prédio residencial e resultou na morte de quatro pessoas. A imprensa local também atribuiu o ocorrido a um vazamento de gás, reforçando a hipótese de acidentes domésticos.
Mesmo assim, os episódios ocorreram em um momento de forte tensão entre o Irã e os Estados Unidos, o que contribuiu para o aumento das suspeitas iniciais. Bandar Abbas abriga um dos portos mais estratégicos do país, localizado no Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo.
Paralelamente às explosões, autoridades iranianas elevaram o tom contra os Estados Unidos e Israel. O chefe do Exército, Amir Hatami, afirmou que as Forças Armadas do país estão em estado de alerta máximo diante da movimentação militar americana no Golfo, advertindo que qualquer ataque colocaria em risco a segurança regional.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também se pronunciou, acusando líderes dos Estados Unidos, de Israel e da Europa de estimular instabilidade interna e explorar dificuldades econômicas para enfraquecer o país, em meio a protestos recentes e repressões que deixaram milhares de mortos.
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As investigações sobre as explosões seguem em andamento, enquanto o país permanece sob atenção internacional.
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