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SUPERFAMÍLIA

Cientistas descobrem 24 espécies inéditas de crustáceos no Oceano Pacífico

Crustáceos foram encontrados a 4 mil metros de profundidade em área visada pela mineração submarina

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Imagem ilustrativa da notícia Cientistas descobrem 24 espécies inéditas de crustáceos no Oceano Pacífico camera Os animais pertencem ao grupo dos anfípodes, crustáceos semelhantes às chamadas pulgas-do-mar, comuns em regiões costeiras | Divulgação/National Oceanography Centre, Southampton

Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de crustáceos em uma região profunda do Oceano Pacífico. Os organismos foram localizados a cerca de 4.000 metros de profundidade na zona de Clarion-Clipperton, uma área entre o México e o Havaí.

Os animais pertencem ao grupo dos anfípodes, crustáceos semelhantes às chamadas pulgas-do-mar, comuns em regiões costeiras. No entanto, essas espécies vivem em ambiente sem luz e passaram por um longo processo evolutivo em condições extremas. Observações em laboratório indicam que apresentam coloração variada quando analisadas em microscópio.

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Nova classificação científica

A descoberta foi conduzida pelas pesquisadoras Tammy Horton e Anna Jażdżewska. Segundo o estudo, as espécies identificadas compõem uma nova superfamília dentro dos crustáceos, o que representa uma ampliação na classificação científica do grupo.

Área concentra interesse da mineração

A região de Clarion-Clipperton é considerada estratégica por concentrar grande quantidade de nódulos polimetálicos no fundo do mar. Essas formações contêm minerais como manganês, níquel, cobre e cobalto, utilizados em diferentes setores industriais.

Em janeiro, o governo dos Estados Unidos, sob gestão de Donald Trump, alterou regras relacionadas à mineração em águas profundas, o que pode influenciar a liberação de novas licenças para exploração.

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Impactos ainda são incertos

Especialistas apontam que os efeitos da atividade mineradora em grandes profundidades ainda não são totalmente conhecidos. Parte significativa das espécies que habitam o fundo oceânico segue sem descrição científica, o que dificulta a avaliação de possíveis impactos ambientais.

A descoberta das novas espécies reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha em regiões profundas antes da expansão de atividades econômicas nesses ambientes.

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