O avião Gulfstream G400 em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a família teriam viajado da Argentina para os Estados Unidos fez uma escala no Equador na manhã desta quarta-feira (28/10). Segundo dados do Flightradar24, plataforma de monitoramento de voos, a aeronave pousou em Guayaquil, às 5h46, no horário de Brasília, e seguiu viagem para Miami, nos Estados Unidos.
O avião havia decolado de Puerto Iguazú, na Argentina, às 0h21. A previsão indicada pelos sites de rastreamento era de chegada a Miami às 10h30, no horário de Brasília.
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A movimentação ocorreu poucas horas depois de o governo argentino confirmar que Flávio Bolsonaro entrou no país na noite de terça-feira (27/10) e deixou o território argentino cerca de 40 minutos depois, em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A., com destino ao Equador.
Governo argentino confirma passagem de Flávio pelo país
A confirmação oficial foi divulgada durante a madrugada desta quarta-feira, após informações desencontradas sobre o paradeiro do senador. Segundo as autoridades argentinas, Flávio, acompanhado da esposa e das filhas, entrou no país às 22h50 de terça-feira, utilizando documentação válida.
De acordo com o governo argentino, a família embarcou novamente às 23h30 em uma aeronave particular com destino a Guayaquil. A passagem pelo país durou aproximadamente 40 minutos.

A confirmação ocorreu depois que a Polícia Federal brasileira acionou as autoridades argentinas para esclarecer se o senador havia deixado o Brasil.
Decisão do STF e entrega de passaportes
A viagem ocorre em meio a uma controvérsia judicial. Na segunda-feira (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse os passaportes após solicitação da Polícia Federal.
A medida foi relacionada ao risco de fuga, no contexto de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
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Na ocasião, Flávio havia confirmado o recebimento da intimação da Polícia Federal e afirmado que não deixaria o Brasil. Na mesma noite, um comboio de quatro veículos pretos saiu de sua residência, no Lago Sul, em Brasília, e se dividiu nas proximidades da Ponte JK, segundo relatos publicados pela imprensa.
O paradeiro do senador passou a ser motivo de questionamentos na terça-feira, quando aliados e pessoas próximas divulgaram informações sobre uma possível saída do país. A Polícia Federal buscou esclarecimentos junto ao governo argentino.
EUA confirmam emissão de vistos para senador e família
Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos informou que o Departamento de Estado emitiria vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada no país.
O presidente norte-americano, Donald Trump, também declarou que aprovava a ida do senador aos Estados Unidos, embora tenha afirmado não saber onde ele estava naquele momento.
“Eu aprovaria. Acho que são boas pessoas. A eleição foi muito estranha e, na minha opinião, foi terrível. Para mim, estaria tudo bem”, disse Trump ao comentar a possibilidade de entrada de Flávio no país.
Questionado sobre o paradeiro do senador, o presidente norte-americano afirmou ter ouvido que ele estaria na Argentina.
Antes disso, o advogado Simón Levy, ligado ao movimento político Make America Great Again (MAGA), havia afirmado publicamente que a saída do brasileiro teria sido articulada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com o objetivo de formalizar um pedido de asilo político. Essa alegação não foi apresentada, no material divulgado, como uma confirmação oficial do governo norte-americano.
Viagem amplia tensão diplomática entre Brasil e EUA
A passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina e pelo Equador, seguida da viagem prevista para Miami, acrescenta um novo elemento à tensão entre os governos brasileiro e norte-americano.
O episódio ocorre após divergências envolvendo tarifas comerciais e sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras. A possibilidade de acolhimento de Flávio em território norte-americano também levanta questões políticas e jurídicas, especialmente diante da determinação do STF relacionada à entrega de seus passaportes.
Até o momento descrito nos registros de rastreamento, a aeronave havia deixado Guayaquil com destino a Miami. Os dados de monitoramento aéreo indicam o trajeto do avião, mas, isoladamente, não confirmam a identidade de todos os passageiros a bordo.
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