A tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (24/09), nas dependências do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), na zona oeste da capital paulista. Engenheira mecânica e oficial da força naval desde 2024, ela atuava no Centro de Pesquisas da Marinha, localizado dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP). As circunstâncias e a causa da morte serão apuradas pela Polícia Federal e pela própria Marinha.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Beatriz foi encontrada já sem sinais vitais após a equipe médica da unidade ser acionada. A militar foi levada ao Hospital Universitário da USP (HU-USP), que fica próximo ao complexo, mas chegou à unidade sem vida.
Quem era Beatriz Fickert Santoro
Beatriz tinha formação em Engenharia Mecânica e, conforme informações divulgadas em seus perfis nas redes sociais, também havia concluído duas pós-graduações: uma em Gerenciamento de Projetos e outra em Engenharia da Qualidade.

Moradora do Alto Tietê, na Grande São Paulo, ela ingressou na Marinha em 2024 e trabalhava no Centro de Pesquisas da instituição, instalado dentro da Cidade Universitária da USP.
Ainda de acordo com informações compartilhadas nas redes sociais, Beatriz havia se casado recentemente. A cerimônia ocorreu em março deste ano.
Militar foi encontrada desacordada
De acordo com a Marinha, uma equipe médica da própria unidade foi chamada assim que a militar foi encontrada e prestou atendimento no local. Beatriz estava desacordada e foi posteriormente transportada para o Hospital Universitário da USP.
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A corporação afirma que a morte foi constatada no hospital. Já o boletim de ocorrência registra que a militar teria chegado à unidade sem vida e apresentava sinais de que o óbito poderia ter ocorrido horas antes.
Diante da situação, a médica plantonista do hospital não teria emitido o atestado de óbito. A Polícia Militar foi então acionada, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Federal
O caso foi inicialmente registrado no 7º Distrito Policial (Lapa), na zona oeste da capital. No entanto, por ter ocorrido dentro de uma área sob jurisdição da União, a investigação ficará a cargo da Polícia Federal, em conjunto com a Marinha.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a causa do óbito.
Em nota, a Marinha informou que acompanha o caso e oferece assistência aos familiares da militar. A instituição também afirmou prestar apoio social, psicológico e religioso à família e manifestou condolências aos parentes e amigos de Beatriz.
Até o momento, as autoridades não divulgaram informações conclusivas sobre o que provocou a morte da tenente.
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