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Caso Isabelle Caracristi: perícia aponta queda voluntária da jovem

Polícia diz que laudo e imagens de segurança indicam que Isabelle caiu do 23º andar por vontade própria; namorado segue preso e caso continua sob investigação

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Imagem ilustrativa da notícia Caso Isabelle Caracristi: perícia aponta queda voluntária da jovem camera Jovem morre no último dia 13 de setembro, após cair do 23º andar do condomínio onde vivia com o namorado em Fortaleza. | Reprodução/Redes sociais

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23/09), a Polícia Civil do Ceará revelou que os exames periciais e imagens de câmeras de segurança indicaram que a jovem Isabelle Caracristi, de 22 anos, se jogou do rooftop do prédio onde morava, em Fortaleza. De acordo com as autoridades, o laudo classificou o episódio como uma "precipitação voluntária" e apontou que a jovem caiu em posição vertical, levando cerca de três segundos até atingir o solo.

Segundo o perito-geral Júlio Torres, uma das câmeras analisadas reforça a dinâmica indicada pela perícia. "Tem uma câmera que corrobora com essa dinâmica fornecida pela perícia", disse durante coletiva.

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Apesar das evidências técnicas, os investigadores afirmam que o caso ainda não está encerrado e apuram se havia outra pessoa no rooftop, a movimentação no edifício e os acontecimentos que antecederam a queda da jovem.

“Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária. Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava”, disse o Delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez.

A polícia também investiga o comportamento de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle, que está preso e é investigado por induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica.

Segundo os investigadores, ele voltou ao condomínio após a morte para procurar o celular da jovem, buscou pertences, deixou o imóvel com malas e apagou perfis nas redes sociais. Além disso, testemunhas relataram que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda e que João teria pedido ao administrador do prédio que impedisse a entrada de familiares de Isabelle.

“O fato dele não se apresentar e não constituir advogados para esclarecer os fatos, em nenhum momento se colocou à disposição para esclarecimentos dos fatos, foi levado em conta pelas autoridades. Isso culminou na medida de prisão”, disse o delegado.

Segundo as autoridades, o celular de Isabelle estava no bolso dela no momento da queda e ficou seriamente danificado com o impacto. A família recebeu o aparelho, que posteriormente foi encaminhado à perícia. Os técnicos conseguiram recuperar, por meio de um backup em nuvem, as mensagens enviadas e recebidas até as 2h do dia 13. Já o conteúdo entre esse horário e 20h40, momento estimado da morte, não pôde ser restaurado.

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Ainda de acordo com as autoridades, as imagens mostraram que Isabelle permaneceu por aproximadamente uma hora e meia no 23º andar antes da queda. Durante esse período, ela usou o celular para conversar e trocar mensagens com outras pessoas.

Relembre o caso

Isabelle morreu na noite do último dia 13 de setembro, após cair do 23º andar do condomínio onde vivia com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo o exame cadavérico, a jovem sofreu politraumatismo, com lesões "compatíveis com o impacto contra o solo", e não foram identificados agressões posteriores à queda, Além disso, o teste toxicológico não encontrou drogas ou medicamentos no organismo.

Antes da queda, câmeras registraram a jovem no hall de entrada, no elevador e, posteriormente, seguindo para o rooftop. Nesta terça-feira (22/09), o namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, foi preso preventivamente por suspeita de obstrução da Justiço.

De acordo com a defesa dele, João não estava no edifício no momento da queda e o desaparecimento dele após a morte ocorreu porque estava abalado com o episódio. Ainda segundo a defesa, ele era casado com outra mulher e estava em processo de divórcio.

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