O STF (Supremo Tribunal Federal) cancelou o pronunciamento que o ministro Alexandre de Moraes faria nesta quinta-feira (10/09), às 11h, em meio à crise provocada pela divulgação de mensagens atribuídas a ele e ao banqueiro Daniel Vorcaro. A Corte informou, momentos depois de anunciar a fala, que o pronunciamento será remarcado para uma "data oportuna".
A assessoria do Supremo confirmou o cancelamento: "O pronunciamento do ministro Alexandre de Moraes está cancelado e será remarcado para data oportuna". Moraes permanece em silêncio desde o início da crise, em 1º de setembro. O ministro ainda não comentou publicamente o conteúdo das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e tornadas públicas após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do material.
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MENSAGENS AMPLIARAM CRISE NO STF
Os documentos divulgados incluem o que seriam conversas entre Moraes e Vorcaro, que passaram a ser analisadas pela Polícia Federal. A divulgação do conteúdo aumentou a pressão sobre o tribunal e colocou em discussão a possibilidade de uma investigação envolvendo o ministro.
No centro da crise também estão decisões recentes relacionadas à cúpula da Polícia Federal.
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FACHIN SUSPENDE DECISÕES SOBRE POLÍCIA FEDERAL
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu na quarta-feira (9) decisões tomadas por André Mendonça e Flávio Dino envolvendo integrantes da direção da Polícia Federal.
A decisão atingiu a determinação de Mendonça, de 8 de setembro de 2026, que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Fachin também suspendeu a reintegração dos dois servidores determinada posteriormente por Dino. Segundo o presidente do Supremo, a questão já está sendo analisada pela própria Presidência do tribunal em outro processo.
SESSÃO EXTRAORDINÁRIA FOI MARCADA
Diante do impasse, Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário do STF para 15 de setembro, às 10h. Entre os temas que deverão ser analisados está a possibilidade de abertura de investigação relacionada a Alexandre de Moraes.
A discussão envolve suspeitas de uma suposta relação entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, mencionadas em relatório da Polícia Federal que se tornou público após a decisão de Mendonça.
Fachin argumentou que procedimentos que envolvam ministros do Supremo devem tramitar sob análise da Presidência da Corte. Para ele, a condução paralela de medidas pode provocar decisões conflitantes e gerar “tumulto processual”.
INQUÉRITO DAS FAKE NEWS MUDA DE COMANDO
Outra mudança determinada por Fachin envolve o chamado inquérito das fake news. O processo foi retirado do gabinete de Alexandre de Moraes e passou para a Presidência do STF.
Apesar da mudança de condução, as decisões tomadas no inquérito até esta quinta-feira permanecem válidas. Fachin não estabeleceu prazo para o encerramento da investigação.
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