A Oi, que já foi uma das maiores empresas de telecomunicações do país, teve a falência decretada novamente nesta terça-feira (25) pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A companhia já havia tido a falência determinada em novembro do ano passado pela 7ª Vara Empresarial do TJRJ. A decisão, porém, foi suspensa após bancos recorrerem da medida para tentar manter o processo de recuperação judicial da empresa.
Segundo a Oi, a companhia não teria recursos suficientes em caixa para cumprir pagamentos essenciais à manutenção das operações até o fim de agosto.
Crise financeira se arrasta há mais de dez anos
A crise da Oi começou há mais de uma década, após a criação da chamada “supertele”, em 2008. Desde o ano passado, a empresa enfrentava dificuldades para vender seus últimos ativos, o que agravou a situação financeira.
Na sentença que determinou a falência em novembro, a juíza Simone Gastesi Chevrand apontou a insolvência técnica e patrimonial da companhia.
Na ocasião, a magistrada destacou que a Oi acumulava cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas com fornecedores que ficaram fora da recuperação judicial. A empresa também tinha receita mensal de aproximadamente R$ 200 milhões e um patrimônio considerado “esvaziado”.
Diante do cenário, a juíza concluiu que a companhia não tinha condições de cumprir suas obrigações financeiras.
Fornecedores suspenderam serviços
No mês passado, fornecedores suspenderam a prestação de serviços essenciais de internet e telefonia fixa em cidades de diferentes regiões do país. Nos últimos meses, a empresa vinha pagando apenas parte dos contratos.
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Na semana passada, a Oi também firmou um acordo com sindicatos para a demissão de cerca de 60% dos funcionários. As verbas rescisórias foram parceladas em dez vezes.
Antes dos cortes, o grupo mantinha aproximadamente 2 mil empregados.
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