O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirmou que a medida ocorre após uma deterioração das condições econômico-financeiras e apontou os juros elevados, a restrição ao crédito e o aumento das despesas financeiras entre os fatores que pressionaram a empresa.
Segundo a companhia, o pedido representa uma nova etapa do processo de reestruturação financeira e busca preservar a continuidade das operações, além de criar condições para organizar o pagamento das obrigações. A empresa também informou que pretende manter suas atividades normalmente durante o processo.
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JUROS ALTOS E CRÉDITO RESTRITO PRESSIONARAM EMPRESA
No fato relevante encaminhado à CVM, o Grupo Casas Bahia atribuiu parte das dificuldades ao cenário macroeconômico enfrentado pelo país.
Entre os fatores citados estão as taxas de juros elevadas, a menor disponibilidade de crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre o consumo. A companhia também apontou impactos sobre o capital de giro.
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Outro elemento mencionado foi a não concretização de alternativas de liquidez que estavam sendo estruturadas pela empresa. Diante desse cenário, a recuperação judicial foi apresentada como uma medida necessária para avançar na reorganização financeira.
GRUPO QUER MANTER LOJAS E CANAIS DE ATENDIMENTO
Apesar do pedido, o Grupo Casas Bahia afirmou que pretende preservar suas atividades durante o processo.
A companhia informou que continuará operando em todos os canais existentes e que a prioridade será manter o atendimento aos clientes e consumidores. A expectativa anunciada é evitar interrupções relevantes e preservar os atuais níveis de qualidade e prestação de serviços.
A estratégia faz parte do objetivo de garantir a continuidade das operações enquanto as obrigações financeiras são reorganizadas.
NOVE EMPRESAS TAMBÉM FAZEM PARTE DO PEDIDO
Além do próprio Grupo Casas Bahia, outras empresas ligadas à operação foram incluídas no processo de recuperação judicial.
Fazem parte do pedido as seguintes companhias:
- ASAP Log - Logística e Soluções;
- ASAP Log;
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística;
- Cntlog Express Logística e Transporte;
- Globex Administração e Serviços;
- Cnova Comércio Eletrônico;
- Integra Soluções para Varejo Digital;
- Casas Bahia Tecnologia;
- Indústria de Móveis Bartira.
A inclusão dessas empresas amplia o alcance da reestruturação e permite que as obrigações relacionadas às diferentes áreas do grupo sejam tratadas dentro do processo judicial.
CONSELHO CONVOCA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAODINÁRIA
Após a decisão de recorrer à recuperação judicial, o conselho de administração do Grupo Casas Bahia aprovou também a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
Os acionistas deverão analisar e ratificar o ajuizamento do pedido, que foi adotado pela administração em caráter de urgência.
Segundo a companhia, a proposta que será submetida à assembleia será divulgada posteriormente.
RECUPERAÇÃO BUSCA REORGANIZAR DÍVIDAS
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas em dificuldades financeiras para reorganizar suas obrigações com credores e buscar condições para continuar funcionando.
No caso do Grupo Casas Bahia, a companhia afirmou que o processo faz parte de uma estratégia de reestruturação e que pretende encontrar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações sem interromper as atividades comerciais.
A empresa deverá apresentar, no decorrer do processo, as medidas e condições previstas para a reorganização de sua estrutura financeira.
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