A incorporação do sensor de glicose para pessoas com diabetes tipo 1 no Sistema Único de Saúde (SUS) entrou em uma nova etapa nesta semana, com a abertura da Consulta Pública nº 63/2026 pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores e entidades podem enviar contribuições até o dia 17 de agosto de 2026.
A participação pode ser feita pelo portal de consultas públicas com uma conta gov.br. Antes de registrar a manifestação, a Conitec recomenda a leitura do Relatório Técnico ou do Relatório para a Sociedade, documentos que apresentam a análise da tecnologia e as informações em linguagem mais acessível.
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A consulta foi aberta após a Conitec apresentar um parecer preliminar desfavorável à incorporação do monitoramento contínuo da glicose em tempo real (rt-CGM). A decisão inicial, registrada durante a 153ª Reunião Ordinária da comissão, realizada no último dia 03 de julho, indica uma recomendação contrária ao fornecimento da tecnologia pelo SUS, mas ainda não representa o resultado definitivo.
O processo prevê que as contribuições recebidas durante a consulta pública sejam analisadas antes da decisão final. Durante esse período, pacientes, sociedades médicas, especialistas e entidades poderão apresentar estudos científicos, dados técnicos e relatos de experiência que podem influenciar a avaliação da Conitec e a recomendação encaminhada ao Ministério da Saúde.
Sensores ajudam no controle da diabetes, mas acesso ainda é desigual
Os sensores de glicose permitem acompanhar os níveis de glicemia continuamente, durante o dia e a noite, sem a necessidade de diversas medições com sangue ao longo da rotina. Entre os benefícios associados ao uso da tecnologia estão a redução de episódios de hipoglicemia, o aumento do tempo na faixa adequada de glicose, melhora da hemoglobina glicada (HbA1c), maior segurança durante o sono e mais qualidade de vida para pacientes e familiares.
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Apesar de ainda não existir uma política nacional para distribuição dos sensores pelo SUS, alguns estados e mais de 50 municípios já oferecem o dispositivo por meio de programas próprios. Os critérios variam conforme a região e podem incluir crianças, adolescentes, gestantes, pessoas com histórico de hipoglicemias graves ou pacientes com dificuldade de controle glicêmico. Além disso, o financiamento também depende de iniciativas locais, como recursos municipais, estaduais e emendas parlamentares.
Caso a recomendação final da Conitec seja favorável, a tecnologia ainda precisará passar por outras etapas antes de chegar a todos os pacientes. O Ministério da Saúde poderá criar uma política nacional, com definição de critérios de indicação, público elegível, distribuição e financiamento. Até o momento, o acesso permanece condicionado ao local onde a pessoa mora.
Para participar da consulta pública, o cidadão deve acessar a página da Consulta Pública nº 63/2026, fazer login com a conta gov.br, responder às perguntas disponíveis e enviar sua contribuição até o dia 17 de agosto. A sessão permanece ativa por 30 minutos e caso apareça a mensagem de manutenção do sistema, a orientação é atualizar a página pressionando F5.
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