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REDUÇÃO

Taxa de desemprego cai para 5,4% e bate recorde no mês de junho

O número de pessoas ocupadas no Brasil alcançou mais de 103 milhões no trimestre encerrado em junho, o maior já registrado pela série histórica da pesquisa.

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Imagem ilustrativa da notícia Taxa de desemprego cai para 5,4% e bate recorde no mês de junho camera De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, a redução da taxa de desemprego está diretamente ligada ao avanço das contratações. | (Foto: Agência Brasil )

A taxa de desemprego no Brasil voltou a recuar e atingiu 5,4% no trimestre encerrado em junho, ante 5,6% registrados no período finalizado em maio. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (30) pelo IBGE e ficou em linha com as projeções do mercado. Além disso, representa o menor índice já registrado para o mês de junho desde o início da série histórica.

Na comparação com o trimestre móvel encerrado em março, quando a taxa de desemprego era de 6,1%, o indicador manteve a trajetória de queda. O número de pessoas desocupadas foi estimado em 5,9 milhões, o que representa uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior.

Em comparação com o mesmo período de 2025, o contingente de desempregados também diminuiu. Na ocasião, eram 6,3 milhões de pessoas sem trabalho. Agora, houve uma queda de 6,3%, o equivalente a 392 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho.

O número de pessoas ocupadas no Brasil alcançou um novo recorde, chegando a 103,1 milhões no trimestre encerrado em junho, o maior contingente já registrado pela série histórica da pesquisa. Em relação ao trimestre encerrado em março, houve um aumento de 1,08 milhão de trabalhadores, alta de 1,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 0,7%, o que representa a entrada de mais 742 mil pessoas no mercado de trabalho.

De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, a redução da taxa de desemprego está diretamente ligada ao avanço das contratações. Segundo ele, mais de 1 milhão de pessoas passaram a integrar o mercado de trabalho no período. Parte desse grupo já buscava uma vaga e estava oficialmente desempregada, enquanto outra parcela era formada por pessoas que estavam fora da força de trabalho e voltaram a procurar emprego ou conseguiram uma ocupação.

"O mercado de trabalho ainda está atraindo e foi capaz de tirar essas pessoas do desalento. E quando tem mais gente ocupada, aumenta o consumo, o que aumenta as encomendas, e aumenta a produção. Então o próprio mercado pode estar dando o impulso pra essa redução do desalento.", disse o especialista.

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SETORES DE MAIOR CONTRATAÇÃO

Segundo o pesquisador, o aumento da participação de trabalhadores no mercado foi impulsionado, principalmente, pelos setores de administração pública e de transporte, armazenagem e correios.

No caso da administração pública, o avanço é explicado por um movimento sazonal. Com o início do ano letivo, é comum que redes públicas de ensino reforcem suas equipes a partir de abril, contratando profissionais sem carteira assinada para atuar na educação básica, como professores, cuidadores e auxiliares.

Já no setor de transportes, o destaque foi a expansão no número de motoristas de automóveis e motocicletas, especialmente em atividades de entrega e transporte terrestre de passageiros. Para o pesquisador, esse crescimento pode ter contribuído para atrair de volta ao mercado pessoas que antes sequer estavam em busca de uma vaga de trabalho.

SETOR INFORMAL AINDA PREVALECE

Apesar da melhora no mercado de trabalho, boa parte das novas vagas criadas está concentrada em ocupações informais e de menor remuneração. Esse cenário tem limitado o avanço dos rendimentos, que registraram queda pelo terceiro mês consecutivo, chegando a uma média de R$ 3.738.

Mesmo com o recuo na comparação mensal, o rendimento real permanece acima do registrado no mesmo período do ano passado. Em junho de 2025, a média era de R$ 3.635, o que mostra um avanço na comparação anual.

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