O pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de violência sexual afirmou que ainda não consegue acreditar na morte da filha e fez um emocionado apelo por justiça. Abalado, Erisvaldo Almeida contou que não teve forças para acompanhar o sepultamento da criança e disse que a rotina da família foi completamente interrompida pela tragédia.
O crime aconteceu na última segunda-feira (13/07), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Desde então, familiares e amigos acompanham o desenrolar das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
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Durante o velório, Erisvaldo pediu um momento reservado para se despedir da filha. Apesar de ter participado das homenagens, ele revelou que não conseguiu acompanhar o enterro. "Eu não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum", desabafou.
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O pai relatou ainda que as lembranças da convivência com a bebê tornam o luto ainda mais difícil. Segundo ele, a ficha ainda não caiu e a dor tem afetado até mesmo atividades básicas do dia a dia, como sair de casa e se alimentar. Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há cerca de dois meses e também são pais de um menino de 3 anos.
Suspeitos foram presos
Dois homens foram presos no curso das investigações. Um deles é um jovem de 22 anos, que mantinha um relacionamento com a mãe da bebê. O outro é o primo dele, de 26 anos.
De acordo com a investigação, o homem que mantinha um relacionamento com a mãe da bebê foi encontrado sobre o corpo da criança no momento em que ela foi socorrida. A vítima chegou a ser levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
A defesa do suspeito informou que ele está colaborando com as investigações e que se submeteu voluntariamente à coleta de material genético. Em nota, a advogada Gleyce Kelly Leitão afirmou que o cliente nega ter estado no quarto onde a criança dormia no momento do crime, informação que será apurada durante o inquérito policial.
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