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PREVIDÊNCIA SOCIAL

STF derruba idade mínima da aposentadoria especial do INSS

Proposta que cria aposentadoria especial para agentes de saúde foi aprovada na CCJ e prevê aumento de despesas no sistema previdenciário

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Imagem ilustrativa da notícia STF derruba idade mínima da aposentadoria especial do INSS camera Proposta que concede aposentadoria especial a agentes de saúde pode gerar impacto de R$ 27 bilhões ao INSS, segundo estimativa do Ministério da Previdência. | ( Agência Brasil)

O Ministério da Previdência Social estima que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que trata da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 27 bilhões nos próximos 10 anos.

A proposta foi aprovada recentemente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue em discussão no Congresso Nacional. Segundo os dados apresentados pelo Ministério, o impacto financeiro está dividido entre cerca de R$ 17,6 bilhões no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e R$ 10,3 bilhões no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS.

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Quem será beneficiado pela proposta

A PEC busca garantir aposentadoria especial aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), categorias que atuam diretamente em ações de prevenção e atendimento básico de saúde em todo o país.

Atualmente, esses profissionais podem se aposentar pelo INSS quando não estão vinculados a municípios que possuam regime próprio de previdência. Com as novas regras, o acesso ao benefício seria ampliado e com critérios específicos de idade e tempo de contribuição.

Regras de aposentadoria previstas

Pelo texto da proposta, mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e homens aos 60 anos, desde que tenham ao menos 25 anos de contribuição e atuação na função.

Há ainda regras de transição para profissionais já em atividade antes da promulgação da PEC. Até 2030, por exemplo, seria possível se aposentar mais cedo: mulheres a partir dos 50 anos e homens aos 52, também com 25 anos de contribuição.

Impacto fiscal preocupa governo

De acordo com o Ministério da Previdência, a ampliação dos benefícios e a antecipação de aposentadorias podem aumentar significativamente as despesas do sistema previdenciário. Além do impacto inicial estimado em 10 anos, estudos apontam que os custos podem ultrapassar R$ 54 bilhões em um período de até 80 anos.

Técnicos do governo alertam que a combinação entre redução de contribuições ativas e aumento no pagamento de benefícios pode pressionar ainda mais as contas públicas no longo prazo.

Debate sobre sustentabilidade

A proposta reacende o debate sobre a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro, especialmente diante da criação de regras diferenciadas para categorias específicas do serviço público.

O tema segue em discussão no Congresso Nacional e ainda deve passar por novas etapas de análise antes de eventual promulgação.

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