A possível substituição da escala 6x1 pela 5x2 se transformou em um dos assuntos mais debatidos do país nos últimos dias. O tema ganhou ainda mais força após a Câmara dos Deputados aprovar a PEC relacionada à redução da jornada de trabalho na noite desta quarta-feira (27), ampliando as discussões sobre o modelo tradicional adotado atualmente por grande parte das empresas brasileiras.
Na primeira votação da proposta, a Câmara registrou 472 votos favoráveis e 22 contrários. Outros 18 deputados estiveram ausentes, além de uma obstrução. Já no segundo turno, foram 461 votos a favor, 19 contra e 33 ausências.
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Apesar da aprovação na Câmara, a mudança ainda não entrou em vigor. O projeto ainda precisa passar pelo Senado e, posteriormente, ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sendo assim, até o momento, não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a abandonarem a escala 6x1 e adotarem o modelo 5x2.
Contudo, caso a proposta avance nas próximas etapas, a tedência é que a implementação ocorra de forma gradual. O cenário mais provável envolve período de adaptação para empresas, negociações coletivas e regras específicas dependendo do setor de atuação.
Na escala 5x2, o trabalhador atua cinco dias por semana e descansa dois. Em muitos casos, as folgas acontecem aos sábados e domingos, mas isso pode variar conforme a atividade da empresa. Setores como hospitais, restaurantes, hotéis e supermercados, por exemplo, podem manter o funcionamento normal por meio de escalas internas entre funcionários.
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Outro ponto que gera dúvidas entre trabalhadores brasileiros é a quantidade de horas trabalhadas por dia. A adoção do modelo 5x2 não significa necessariamente redução da carga horária diária. Atualmente, para cumprir as 44 horas semanais previstas na legislação, muitos trabalhadores cumprem jornadas de aproximadamente 8 horas e 48 minutos por dia.
Na prática, praticamente qualquer empresa pode aderir ao modelo, desde que sejam respeitadas as regras da CLT, acordos coletivos e os limites de jornada. Inclusive, milhares de empresas brasileiras já utilizam a escala 5x2 há anos em diferentes segmentos da economia.
Por outro lado, setores que dependem de funcionamento contínuo e trabalham com equipes reduzidas demonstram preocupação com uma possível obrigatoriedade do fim da escala 6x1. Comércio, alimentação, hotelaria e saúde estão entre as áreas que apontam dificuldades operacionais e possível necessidade de contratação de mais funcionários para manter o funcionamento normal.
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