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Caso Henry Borel: julgamento é retomado após quatro anos do crime

Nesta etapa, estão previstos novos depoimentos de testemunhas ligadas à investigação.

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Imagem ilustrativa da notícia Caso Henry Borel: julgamento é retomado após quatro anos do crime camera Henry Borel tinha quatro anos quando morreu, em 2021 | Reprodução/ Instagram

A morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021, segue sendo um dos casos de maior repercussão no país. O processo envolve o ex-vereador Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, acusados de participação na morte do menino.

O julgamento do caso será retomado nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, após ter sido interrompido na sessão anterior, realizada na segunda-feira (25). O processo está sendo conduzido pelo Tribunal do Júri.

Nesta etapa, estão previstos novos depoimentos de testemunhas ligadas à investigação. Devem ser ouvidos o delegado Henrique Damasceno, a delegada Ana Carolina Medeiros e o perito criminal Luiz Carlos Prestes.

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Primeiro dia teve debates e tensões

A primeira sessão do julgamento foi marcada por debates entre acusação e defesa e momentos de tensão no plenário.

Durante a audiência, o ex-vereador Jairinho chegou a questionar a continuidade do julgamento, alegando dificuldades relacionadas à saúde de seu advogado principal. A defesa também pediu adiamento do júri.

O Ministério Público, no entanto, contestou os argumentos e afirmou que a equipe de defesa acompanha o caso há anos, defendendo a continuidade do julgamento.

Em outro momento, houve discussão entre o promotor e a defesa durante a sessão, após questionamentos sobre a condução das estratégias jurídicas apresentadas no tribunal.

O caso segue em andamento e deve avançar com a oitiva de testemunhas e análise das provas reunidas ao longo da investigação.

O caso

Segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Henry sofreu 23 lesões e morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por ação contundente. A perícia descartou a versão inicial apresentada pelos investigados, de que o caso teria sido um acidente doméstico.

As investigações da Polícia Civil apontaram que a criança era submetida a um contexto de agressões e tortura. De acordo com o inquérito, há indícios de que Monique tinha conhecimento das violências e teria sido alertada sobre as agressões antes da morte do filho.

Os dois réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

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