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Fim da picada? Tecnologia inaugura nova era no controle da diabetes

Descubra como os sensores inteligentes estão revolucionando o monitoramento da glicose, trazendo conforto e liberdade para os pacientes.

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Imagem ilustrativa da notícia Fim da picada? Tecnologia inaugura nova era no controle da diabetes camera Entre as novidades apresentadas recentemente no setor de tecnologia médica está o Smart 2.0, novo sensor de monitoramento contínuo de glicose | Foto: Mayra Monteiro

Durante anos, medir a glicose significou interromper a rotina várias vezes ao dia para enfrentar a mesma cena: lanceta, picada no dedo e gotas de sangue. Agora, sensores inteligentes prometem transformar esse cuidado em um monitoramento contínuo, discreto e quase invisível

O avanço da tecnologia na área da saúde vem mudando a rotina de milhões de pessoas que convivem diariamente com doenças crônicas. Entre elas está a diabetes, condição que exige acompanhamento constante dos níveis de glicose no sangue e atenção permanente para evitar complicações graves. Nos últimos anos, novos dispositivos inteligentes começaram a substituir métodos tradicionais de medição e prometem mais conforto, precisão e qualidade de vida aos pacientes.

Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, mais de 589 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo. A estimativa da entidade é que esse número continue crescendo nas próximas décadas, impulsionado por fatores como sedentarismo, alimentação inadequada, envelhecimento populacional e predisposição genética.

No Brasil, a doença também preocupa especialistas. Além do aumento nos diagnósticos de diabetes tipo 2, médicos observam crescimento nos casos em crianças e adolescentes, principalmente do diabetes tipo 1, condição autoimune que exige monitoramento contínuo da glicose e aplicação diária de insulina.

Da “picada no dedo” aos sensores inteligentes

Durante décadas, o principal método de controle glicêmico foi o uso dos glicosímetros tradicionais. Os aparelhos funcionam a partir de uma pequena gota de sangue retirada da ponta do dedo com uma lanceta. O sangue é colocado em uma tira reagente inserida no equipamento, que faz a leitura da glicemia em poucos segundos.

Apesar de amplamente utilizados e considerados eficientes, os modelos tradicionais exigem múltiplas medições ao longo do dia, o que pode causar desconforto, especialmente em crianças e pacientes que precisam de controle rigoroso.

Além dos glicosímetros convencionais, o mercado passou a oferecer nos últimos anos sistemas mais modernos de monitoramento contínuo da glicose, conhecidos como CGM (Continuous Glucose Monitoring). Esses dispositivos utilizam pequenos sensores aplicados na pele para acompanhar as variações glicêmicas em tempo real, reduzindo a necessidade das frequentes picadas nos dedos.

“Os avanços tecnológicos também trouxeram mais segurança e praticidade para o monitoramento diário da glicose”, explica Janaína Mendonça, enfermeira da equipe técnica da MedLevensohn. Segundo ela, os novos aparelhos conseguem realizar leituras rápidas utilizando uma quantidade mínima de sangue e oferecem recursos que ajudam tanto pacientes quanto profissionais de saúde.


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“Além da agilidade, os equipamentos atuais contam com sistemas que reduzem erros de configuração, armazenam resultados e ampliam a biossegurança ao evitar o contato direto com o sangue”, destaca

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Janaína Mendonça, enfermeira da equipe técnica da MedLevensohn.
📷 Janaína Mendonça, enfermeira da equipe técnica da MedLevensohn. |Foto: Mayra Monteiro

Novo sensor chama atenção por precisão e conforto

Entre as novidades apresentadas recentemente no setor de tecnologia médica está o Smart 2.0, novo sensor de monitoramento contínuo de glicose que ganhou destaque durante a Feira Hospitalar 2026 por reunir recursos voltados à precisão, praticidade e conforto do paciente.

O dispositivo chega ao mercado com capacidade de realizar medições automáticas a cada um minuto, um avanço em relação à geração anterior, que fazia leituras a cada cinco minutos. A atualização permite um acompanhamento mais detalhado das oscilações glicêmicas ao longo do dia e da noite.

Outro diferencial é o tamanho reduzido. Com apenas 22 milímetros de diâmetro, 4 milímetros de altura e peso de 2,2 gramas, o sensor pode ser aplicado tanto no braço quanto no abdômen, oferecendo mais discrição e conforto durante o uso.

O equipamento também apresenta resistência à água, conectividade via Bluetooth e autonomia de até 15 dias contínuos de uso.

Como funciona o monitoramento contínuo

Os sensores de monitoramento contínuo funcionam por meio de um pequeno filamento inserido sob a pele, responsável por medir a glicose presente no líquido intersticial, fluido que circula entre as células do corpo.

As informações são transmitidas em tempo real para um aplicativo no celular, permitindo que o paciente acompanhe gráficos, alertas de hipoglicemia ou hiperglicemia e o histórico completo das taxas glicêmicas.

Segundo especialistas, esse tipo de tecnologia oferece uma visão muito mais ampla do comportamento da glicose do que os testes tradicionais.

“Com os testes de ponta de dedo, o paciente registra apenas momentos específicos do dia. Já o monitoramento contínuo permite acompanhar as oscilações 24 horas por dia, o que ajuda tanto no controle da doença quanto na tomada de decisões clínicas”, explica Agnaldo Fernandes, especialista em Diabetes Care.

Veja como funciona:


DOL

Mais segurança para crianças e famílias

O avanço dos sensores inteligentes também representa uma mudança importante para pacientes pediátricos. O novo dispositivo pode ser utilizado por crianças a partir de dois anos de idade, reduzindo o desconforto das múltiplas picadas diárias e oferecendo mais tranquilidade para pais e responsáveis.

Além da praticidade, os sensores permitem identificar rapidamente episódios de hipoglicemia durante o sono, situação considerada uma das maiores preocupações das famílias de crianças com diabetes tipo 1.

Tecnologia amplia qualidade de vida

Para quem convive com a doença, a chegada de dispositivos inteligentes representa mais autonomia e menos impacto na rotina.

O influenciador Pablo Silva, diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 26 anos, afirma que o monitoramento contínuo mudou a forma como lida com a condição no dia a dia.


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“Antes, era preciso interromper várias atividades ao longo do dia para medir a glicemia na ponta do dedo. Hoje, o sensor traz mais liberdade, segurança e praticidade. Isso melhora muito a qualidade de vida”, relata.

Influenciador, Pablo Silva,
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Mercado cresce no Brasil

Especialistas apontam que o mercado brasileiro de monitoramento contínuo de glicose vem passando por uma expansão acelerada nos últimos anos. O aumento da oferta de sensores e a popularização da tecnologia têm ampliado o acesso dos pacientes a dispositivos antes restritos a uma parcela menor da população.

A tendência é que os equipamentos se tornem cada vez menores, mais precisos e integrados a aplicativos e sistemas de inteligência artificial capazes de auxiliar médicos e pacientes no controle da doença.

Enquanto isso, a tecnologia segue consolidando um novo cenário no tratamento da diabetes: mais conectado, preventivo e centrado na qualidade de vida.

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