Milhares de consumidores brasileiros podem ter direito à devolução de valores cobrados indevidamente em cartões de crédito emitidos pelo Itaú Unibanco. A informação veio à tona após uma investigação conduzida pelo Procon do Ministério Público de Minas Gerais apontar que seguros teriam sido adicionados sem autorização dos clientes ao longo de mais de uma década.
Segundo o órgão, as cobranças eram feitas em valores baixos e apareciam de forma recorrente nas faturas, o que dificultava a percepção dos consumidores. Em muitos casos, os débitos continuavam mesmo após o cancelamento do cartão de crédito.
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As irregularidades teriam ocorrido principalmente em cartões emitidos por lojas parceiras ligadas à antiga marca Itaucard. De acordo com a investigação, os seguros eram incluídos automaticamente, sem consentimento formal dos clientes.
Diante das denúncias, o Ministério Público e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) firmaram um acordo com o banco para garantir o ressarcimento de parte das pessoas prejudicadas.
Para solicitar a devolução do dinheiro, o consumidor precisa comprovar que sofreu a cobrança entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025. Também é necessário ter registrado reclamação formal até o fim de 2025 em canais como Procon, Consumidor.gov.br, Reclame Aqui, Ministério Público, Defensoria Pública ou Idec.
Além disso, o banco exige documentos que comprovem os descontos, incluindo protocolos de atendimento e dados bancários para depósito do valor. Os pedidos poderão ser feitos até 23 de fevereiro de 2028, por meio do telefone 3004-8428 ou pelos canais eletrônicos disponibilizados pelo banco.
Em nota, o Itaú informou que fará análise individual dos pedidos apresentados pelos clientes e afirmou que os pagamentos ocorrerão apenas nos casos em que houver comprovação das cobranças indevidas.
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A instituição financeira também alertou consumidores sobre possíveis golpes envolvendo o processo de ressarcimento e reforçou que não solicita senhas, códigos ou pagamentos para liberar devoluções financeiras.
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