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OPERAÇÃO "SEM REFINO"

PF mira ex-governador e empresário em fraude bilionária no Rio

Busca e apreensão, fraude fiscal e bloqueio de R$ 52 bilhões colocam Cláudio Castro e dono do Grupo Fit no centro de investigação da Polícia Federal.

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Imagem ilustrativa da notícia PF mira ex-governador e empresário em fraude bilionária no Rio camera PF deflagra operação "Sem Refino" e coloca o ex-governador Cláudio Castro, o empresário Ricardo Magro e um desembargador do TJRJ no centro de uma investigação bilionária. | Rogério Santana/Governo do Rio de Janeiro

O tabuleiro político e empresarial do Rio de Janeiro amanheceu sob forte turbulência nesta sexta-feira (15). Em mais um capítulo das investigações envolvendo poder, dinheiro e suspeitas de fraudes fiscais, agentes da Polícia Federal saíram às ruas para cumprir mandados que atingem figuras influentes do cenário fluminense. Entre elas, o ex-governador Cláudio Castro (PL), o empresário Ricardo Magro - apontado como um dos maiores devedores tributários do país - e até um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A operação, batizada de "Sem Refino", amplia a pressão sobre nomes ligados à antiga Refinaria de Manguinhos, atualmente administrada pela Refit, empresa controlada pelo Grupo Fit. Além das medidas judiciais, o caso mistura suspeitas de ocultação patrimonial e movimentações financeiras bilionárias investigadas pelas autoridades federais.

CONTEÚDO RELACIONADO

EX-GOVERNADOR É ALVO DE BUSCA E APREENSÃO

A Polícia Federal realizou mandado de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que recentemente deixou o cargo após renunciar em meio a um cenário de desgaste político e jurídico.

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Pré-candidato ao Senado pelo PL, Castro havia deixado o governo um dia antes de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

As investigações também analisam decisões e movimentações do governo estadual durante sua gestão, incluindo a atuação do Executivo para tentar reabrir a Refit após a refinaria ter sido interditada por suspeitas de irregularidades fiscais.

EMPRESÁRIO É CONSIDERADO FORAGIDO INTERNACIONAL

Outro nome central da operação é o empresário e advogado Ricardo Magro, controlador do Grupo Fit e da Refit. Contra ele, foi expedido mandado de prisão. Segundo informações da investigação, Magro está fora do Brasil e teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização internacional de foragidos.

A Receita Federal aponta o empresário como o maior devedor contumaz do país, acumulando débitos tributários superiores a R$ 26 bilhões. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens e ativos ligados ao grupo empresarial por suspeitas de fraude fiscal e ocultação patrimonial.

DESEMBARGADOR AFASTADO TAMBÉM ENTRA NA MIRA

A ofensiva da PF alcançou ainda o desembargador Guaraci Viana, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O magistrado já havia sido afastado cautelarmente do cargo por determinação da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ).

Na ocasião, o CNJ apontou que o desembargador teria proferido decisões consideradas “manifestamente teratológicas” em processos envolvendo a Refinaria de Manguinhos e a Refit.

PF APURA EVASÃO DE RECURSOS E OCULTAÇÃO PATRIMONIAL

De acordo com a Polícia Federal, a operação investiga uma suposta estrutura financeira e societária utilizada para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e envio irregular de recursos ao exterior.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e aplicadas sete medidas de afastamento de funções públicas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, as defesas de Cláudio Castro, do PL-RJ e do Grupo Fit não haviam se pronunciado oficialmente sobre as medidas determinadas pela operação.

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