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CONCLUSÃO DO INQUÉRITO

PF avança e pode encerrar caso sem delação premiada de Vorcaro

Investigação do Banco Master ganha novos desdobramentos e amplia pressão sobre núcleo político e financeiro

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Imagem ilustrativa da notícia PF avança e pode encerrar caso sem delação premiada de Vorcaro camera Delação premiada de Vorcaro talvez não seja necessária | Divulgação/Banco Master

A investigação sobre um esquema bilionário ligado ao sistema financeiro entrou em uma fase decisiva e pode caminhar para o encerramento sem depender de delação premiada. No centro do caso, a apuração conduzida pela Polícia Federal sobre operações envolvendo o Banco Master ganhou novo fôlego após a quinta etapa da Operação Compliance Zero.

A avaliação interna dos investigadores é de que o conjunto de provas reunido até o momento se tornou robusto o suficiente para sustentar o inquérito, mesmo sem a colaboração formal do empresário Daniel Vorcaro. A delação, que antes era vista como peça importante para avançar na investigação, passou a ser tratada como dispensável diante das novas evidências coletadas.

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As diligências mais recentes incluíram apreensões de dispositivos eletrônicos, análise de documentos e a identificação de novos personagens ligados ao suposto esquema. Entre eles, aparece o nome do senador Ciro Nogueira, citado em elementos obtidos ao longo da investigação, o que ampliou o alcance político do caso.

Segundo a linha de apuração, mensagens interceptadas e registros financeiros levantam suspeitas sobre possíveis repasses e relações de influência entre investigados e agentes políticos. A estratégia dos investigadores e da Procuradoria-Geral da República é seguir com o avanço das etapas mesmo sem depender de uma eventual colaboração do principal investigado.

Vorcaro está preso preventivamente desde março, no âmbito das fases iniciais da operação, que também apura a negociação de carteiras de crédito consideradas suspeitas envolvendo o Banco de Brasília. A defesa do empresário tenta alternativas jurídicas para reverter a prisão, mas a avaliação predominante entre autoridades é de que há um cenário sólido de provas já consolidado.

Nos bastidores, a leitura é de que a tentativa de delação estaria sendo tratada como limitada, com possíveis omissões de nomes e de fluxos financeiros, o que enfraqueceria a possibilidade de um acordo. Pela legislação, qualquer colaboração precisa vir acompanhada de elementos concretos que confirmem as declarações.

A operação também alcançou outros investigados ligados ao entorno financeiro do caso, incluindo familiares e supostos operadores responsáveis por movimentações de recursos. A análise de equipamentos apreendidos deve ajudar a reconstruir parte dos fluxos financeiros investigados.

No campo político, além de Ciro Nogueira, outros nomes passaram a ser mencionados em conexões indiretas dentro do inquérito, o que amplia a complexidade do caso e aumenta a pressão sobre os investigadores para fechar o conjunto de provas.

A Polícia Federal já comunicou que não pretende interromper novas fases da operação enquanto aguarda eventual delação, sinalizando que o desfecho do caso pode ocorrer independentemente de colaboração formal do empresário.

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Com o prazo do inquérito se aproximando do fim, a possibilidade de prorrogação ainda está em avaliação pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, caso os investigadores entendam ser necessário aprofundar novas frentes de apuração.

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