Com o aumento do endividamento das famílias brasileiras, o governo lançou na última segunda-feira (4) a nova edição do Desenrola Brasil, agora chamada 2.0. O programa traz medidas específicas para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos federais, oferecendo condições especiais para quitar dívidas e reduzir a pressão financeira.
Entre os principais benefícios, os aposentados e pensionistas poderão usar o FGTS para pagar pendências, eliminar a reserva obrigatória de 10% do cartão consignado, que costuma ter juros altos, e reduzir o limite de consignação de 45% para 40% da renda.
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Além disso, o prazo máximo de parcelamento sobe de oito para nove anos, com carência de até três meses antes do início das parcelas. O acesso ao programa também foi simplificado com uso de biometria, e os limites começarão a ser reduzidos gradualmente a partir de 2027.
Voltado para famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), o programa fica aberto por 90 dias e está dividido em quatro categorias: Famílias, Fies (estudantes), Empreendedor (micro e pequenas empresas) e Rural (pequenos produtores e assentados).
A medida já provoca opiniões divergentes entre a população. Enquanto alguns consumidores veem o programa como uma chance real de renegociar dívidas, outros temem que o Desenrola 2.0 apenas prolongue os problemas financeiros sem resolver a inadimplência de forma efetiva.
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O governo federal reforça que o objetivo do programa é reduzir a inadimplência e garantir condições de pagamento mais justas, especialmente para aposentados e pensionistas, grupo que muitas vezes enfrenta dificuldades com juros altos e limites restritivos do consignado.
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