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ESQUEMA CRIMINOSO

Dono da Choquei e MC Poze estão presos por lavagem de dinheiro

Investigação da Polícia Federal aponta uso das redes sociais, apostas ilegais e empresas de entretenimento para movimentar R$ 1,6 bilhão.

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Imagem ilustrativa da notícia Dono da Choquei e MC Poze estão presos por lavagem de dinheiro camera Empresário por trás da Choquei foi detido em operação da Polícia Federal que também prendeu MC Ryan e MC Poze. | Reprodução/Redes sociais

Em uma época na qual a influência digital redefine fronteiras entre entretenimento, informação e poder econômico, o alcance das redes sociais passa também a integrar o radar das autoridades. Foi nesse cenário de intersecção entre fama, negócios e suspeitas criminais que uma operação de grande escala da Polícia Federal lançou luz sobre um suposto esquema criminoso envolvendo artistas, plataformas digitais e estratégias de comunicação.

A ação, que resultou na prisão de nomes conhecidos do público e do universo virtual, evidencia como estruturas contemporâneas de visibilidade podem ser utilizadas não apenas para alavancar carreiras, mas também, segundo investigadores, para sustentar engrenagens ilícitas e sofisticadas de movimentação financeira.

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INFLUÊNCIA DIGITAL SOB INVESTIGAÇÃO

Entre os detidos está o empresário Raphael Sousa Oliveira, responsável pelo perfil Choquei, uma das páginas mais populares do Instagram, com mais de 27 milhões de seguidores. De acordo com a Polícia Federal, ele é suspeito de atuar como operador de mídia para uma organização criminosa, recebendo "altos valores" para gerenciar a imagem de envolvidos no esquema.

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As investigações apontam que a página teria desempenhado um papel estratégico na chamada "mitigação de crises", especialmente na proteção da imagem pública de artistas investigados. O perfil já havia se envolvido em controvérsias anteriores, incluindo um caso de disseminação de fake news em 2023 que terminou de forma trágica.

Até o momento, a defesa de Raphael não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto.

ARTISTAS E O SUPOSTO ESQUEMA BILIONÁRIO

A operação também levou à prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, apontados como figuras centrais na investigação. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de um esquema que envolvia apostas ilegais e rifas digitais. MC Ryan é descrito como líder e principal beneficiário econômico da estrutura, utilizando empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legais com recursos de origem ilícita.

Ainda conforme a apuração, estratégias de ocultação patrimonial teriam sido adotadas, incluindo a transferência de bens para familiares e o investimento em ativos de alto valor, como imóveis, veículos de luxo e joias.

ALCANCE NACIONAL DA OPERAÇÃO

Ao todo, foram cumpridos 90 mandados judiciais, entre prisões e buscas, em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

No caso de MC Poze do Rodo, a defesa informou que ainda não teve acesso aos autos do processo, mas declarou que irá se posicionar oficialmente na Justiça.

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