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VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Vereador do PL é afastado de Câmara após agredir mulher em MG

Segundo testemunhas, ele teria jogado uma garrafa de vidro contra a vítima, que ficou ferida na região da cabeça. Ele segue em prisão preventiva.

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Imagem ilustrativa da notícia Vereador do PL é afastado de Câmara após agredir mulher em MG camera Após ter sido preso preventivamente, a Câmara do município declarou licença temporária sem remuneração ao parlamentar. | Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Leandro Ferreira

O vereador Eduardo Cézar Lobato (PL) foi afastado temporariamente da Câmara Municipal de Leandro Ferreira, em Minas Gerais, após ter sido preso por agredir uma mulher,

Segundo testemunhas, ele teria jogado uma garrafa de vidro contra a vítima, que ficou ferida na região da cabeça. O fato ocorreu na última segunda-feira (06), em um restaurante na cidade mineira.

Após ter sido preso preventivamente, a Câmara do município declarou licença temporária sem remuneração ao parlamentar. Segundo a Casa Legislativa, a medida é de "natureza automática" e não de caráter punitivo.

"Ficam autorizadas as providências regimentais e administrativas, inclusive quanto à eventual convocação de suplente", diz trecho legislativo.

Conforme o decreto, o afastamento se dará por todo o período que o vereador estiver preso. Segundo os registros do Portal da Transparência da Câmara, Fonseca teve um salário de R$ 4,8 mil em fevereiro. Antes no PSDB, o parlamentar foi reeleito em 2024 pelo Partido Liberal.

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Entenda o caso

Após a polícia ter sido acionada para atender a ocorrência, testemunhas informaram que o vereador teria importunado a vítima, que não teria atendido às investidas. Após a recusa, ele passou a ofendê-la, chamando-a de "vagabunda" e dizendo que "mulheres como ela deveriam morrer".

O vereador teria ainda coagido a mulher e as amigas dela. Em depoimento à polícia, a vítima afirmou que Fonseca disse que ela deveria "ficar com ele, pois era vereador na cidade".

Após ter atingido a vítima com a garrafa, ainda teria dito que "nada aconteceria", já que era político no município. Uma das amigas da mulher também afirmou que Fonseca teria passado a mão em suas pernas sem seu consentimento.

O vereador negou as acusações e disse que teria sido agredido. Ao solicitar liberdade provisória mediante pagamento de fiança, a defesa do vereador alegou que ele permaneceu no local e colaborou com as autoridades, prestando os devidos esclarecimentos. “As condições pessoais do requerente reforçam a adoção de uma medida cautelar menos severa”, afirma o documento apresentado pela defesa.

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