À beira da Baía do Guajará, em Belém, a Vila da Barca volta ao centro de discussões sobre moradia e condições de vida. A comunidade ribeirinha, onde vivem cerca de 700 famílias no bairro do Telégrafo, pode ser incluída em uma nova alternativa habitacional apresentada pelo governo federal.
A proposta envolve a modalidade Compra Assistida, ligada ao programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa permite que famílias beneficiadas escolham imóveis já prontos, com valor de até R$ 195 mil, em diferentes municípios do Pará, em vez de permanecerem na área atual.
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Para ter acesso ao benefício, os moradores precisam estar cadastrados pela Prefeitura de Belém, com dados atualizados no CadÚnico, além de não possuir imóvel próprio ou financiamento ativo. A seleção deve priorizar famílias já registradas em programas sociais.
Criada em 2024, a modalidade foi usada inicialmente para atender famílias atingidas por eventos climáticos no Rio Grande do Sul e, depois, aplicada em outras localidades do país, como em áreas de São Paulo e Minas Gerais. Agora, passa a ser considerada como alternativa para situações urbanas mais complexas, como a da Vila da Barca.
A proposta é resultado de uma ação conjunta entre o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura de Belém. Além da possibilidade de mudança para novos imóveis, o plano também inclui intervenções urbanas na área onde hoje está a comunidade.
Entre as medidas previstas estão a construção de novas moradias, implantação de um parque linear e instalação de equipamentos comunitários, com o objetivo de melhorar a infraestrutura local e oferecer alternativas de reassentamento.
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Segundo o governo federal, a proposta busca dar uma solução definitiva para a situação da Vila da Barca, garantindo moradia adequada e melhores condições de vida para as famílias que aguardam há anos por uma definição.
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