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IMPORTUNAÇÃO SEXUAL

Silvio Almeida se declara inocente após denúncia da PGR

Ex-ministro classificou acusações como "mentira" e culpou interesses políticos por suposta importunação sexual contra ministra

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Imagem ilustrativa da notícia Silvio Almeida se declara inocente após denúncia da PGR camera Almeida afirmou que permaneceu em silêncio até agora por responsabilidade e respeito ao sigilo da investigação | Foto: José Cruz/Agência Brasil / arquivo

O caso envolve uma grave acusação que ganhou destaque nacional e provocou repercussões políticas relevantes. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, denunciou o então titular dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, por importunação sexual. A denúncia levou à abertura de investigação, ao indiciamento pela Polícia Federal e, posteriormente, à formalização do caso pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal.

O ex-ministro Silvio Almeida, que integrou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quebrou o silêncio e se declarou inocente após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por importunação sexual contra Anielle Franco. A denúncia foi apresentada em 4 de março e tramita sob sigilo, sob relatoria do ministro André Mendonça.

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A acusação veio a público em 2024 e, em novembro do mesmo ano, a Polícia Federal indiciou Almeida pelo crime. Em depoimento, Anielle relatou ter sido alvo de comportamentos inadequados desde o período de transição de governo, no fim de 2022.

Em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (31), Almeida afirmou que permaneceu em silêncio até agora por responsabilidade e respeito ao sigilo da investigação e à sua família. Segundo ele, qualquer manifestação antecipada poderia intensificar a situação.

O ex-ministro classificou as acusações como “mentira” e afirmou que houve distorção da luta das mulheres para fins políticos. Ele declarou que pretende apresentar sua versão no Judiciário e que terá a oportunidade de se defender.

Sem citar nomes, Almeida criticou o que chamou de movimentações previsíveis de adversários, sugerindo que estaria sendo alvo de acusações para fins políticos ou eleitorais.

Ele também afirmou que utilizará o processo judicial para demonstrar como uma causa importante teria sido usada para afastá-lo da vida pública. Além disso, criticou a forma como foi demitido pelo presidente Lula, alegando não ter tido direito à defesa antes da decisão.

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Por fim, Almeida rebateu a ideia de que teria influência suficiente para evitar as consequências das denúncias, afirmando que um homem poderoso não seria demitido em 24 horas nem submetido ao que chamou de linchamento público.

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