Cuidar da saúde, mantendo uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios, aumenta a longevidade. Porém, é necessário também uma outra grande aliada para evitar doenças: a vacina.
A campanha nacional de vacinação contra a influenza, vírus causador da gripe, tem início neste sábado (28) com a realização do “Dia D” em praticamente todo o Brasil. A mobilização, promovida anualmente pelo Ministério da Saúde, prioriza a imunização de crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, considerados mais vulneráveis a formas graves da doença.
A ação segue até o dia 30 de maio, com oferta gratuita de doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacinação estará disponível em todas as regiões do país, com exceção da Região Norte, onde a campanha ocorrerá no segundo semestre, período em que há maior circulação do vírus.
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Aumento de casos acende alerta
A antecipação da campanha ocorre em meio a sinais de crescimento na circulação do vírus em 2026. Dados do boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz, indicam que já na semana de 14 de março foi registrado um pico de casos de Influenza A, a variante mais comum.
Até essa data, o país contabilizava 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição que pode evoluir para quadros fatais. Foram registrados ainda 840 óbitos, sendo que a influenza corresponde a 28,1% das infecções identificadas em pacientes hospitalizados.
Especialistas reforçam que o vírus da gripe apresenta comportamento sazonal, com maior incidência entre o outono e o inverno, período iniciado oficialmente no último dia 20 de março.
Quem pode se vacinar
A vacina contra a influenza faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é indicada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes.
Além desses grupos, a imunização também é oferecida a públicos prioritários, como pessoas com comorbidades e população indígena a partir de 6 meses de idade. Para crianças entre 6 meses e 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas recebem uma dose, enquanto as que nunca foram imunizadas devem tomar duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
A vacina pode ser administrada simultaneamente a outros imunizantes do calendário nacional, incluindo a vacina contra a Covid-19.
Onde se vacinar
Para receber a dose, basta comparecer a uma Unidade Básica de Saúde com documento com foto ou a caderneta de vacinação. O Ministério da Saúde orienta que estados e municípios intensifiquem as estratégias de imunização já no início da campanha, incluindo ações de busca ativa para alcançar os públicos prioritários.
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Proteção anual é necessária
A vacinação anual é fundamental devido às constantes mutações do vírus influenza, que reduzem a eficácia de imunizações anteriores ao longo do tempo. Por isso, a composição da vacina é atualizada todos os anos com base nas cepas mais recentes em circulação.
No Sistema Único de Saúde (SUS), são utilizadas vacinas trivalentes, que protegem contra três tipos do vírus. Já na rede privada, há também versões quadrivalentes, com proteção ampliada. Ambas são consideradas seguras e eficazes na prevenção de casos graves e mortes.
Em 2026, as vacinas ofertadas pelo SUS protegem contra as variantes:
- Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09;
- Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2);
- Influenza B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria).
Efeitos adversos são leves
O Ministério da Saúde esclarece que a vacina não causa gripe, pois é produzida com vírus inativados ou fragmentos virais, incapazes de provocar infecção.
As reações adversas, quando ocorrem, costumam ser leves e restritas ao local da aplicação, como dor, vermelhidão ou endurecimento, desaparecendo em até 48 horas. Em casos raros, pode haver febre e mal-estar temporários.
A recomendação é adiar a vacinação em pessoas com doenças febris agudas moderadas ou graves, até a melhora do quadro, para evitar confusão entre sintomas da doença e possíveis reações à vacina.
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