Em tempos de instabilidade global, quando conflitos internacionais reverberam diretamente no bolso do consumidor, o preço dos combustíveis volta ao centro do debate público. É nesse cenário de tensão econômica e desconfiança sobre reajustes nas bombas que autoridades brasileiras intensificam ações para monitorar o mercado e conter possíveis abusos.
Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Federal deu início à Operação Vem Diesel, uma ofensiva nacional voltada à fiscalização de postos de combustíveis e ao combate a aumentos considerados irregulares. A mobilização ocorre simultaneamente em 11 estados e no Distrito Federal, ampliando o alcance da investigação em diferentes regiões do país.
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A operação é conduzida em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de contar com o apoio de equipes do Procon locais, que acompanham as diligências em campo.
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ALVOS DA INVESTIGAÇÃO
O foco principal da força-tarefa é identificar práticas que possam prejudicar o consumidor, como elevação injustificada dos preços, possíveis acordos entre concorrentes para controle de valores e outras condutas que comprometam a livre concorrência no setor.
As ações estão sendo realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás, além do Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Federal, caso sejam encontradas evidências de irregularidades que indiquem crimes contra a ordem econômica, tributária ou contra as relações de consumo, os estabelecimentos envolvidos poderão ser alvo de investigações mais aprofundadas.
PRESSÃO DO MERCADO E CENÁRIO INTERNACIONAL
A iniciativa ocorre em meio a uma série de medidas recentes adotadas pelo governo para apurar o comportamento do mercado de combustíveis. Entidades representativas do setor, como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS, apontaram que distribuidoras teriam reajustado os preços repassados aos postos, justificando a alta com a valorização do petróleo no mercado internacional.
Esse movimento estaria ligado ao conflito iniciado em 28 de fevereiro no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, que tem provocado oscilações no cenário energético global e levantado suspeitas sobre possíveis repasses indevidos ao consumidor final.
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