O Carnaval de São Paulo, que costuma ser marcado por alegria e festa, também mostrou um lado mais sombrio neste domingo (15). Na Praça da República, um homem foi detido por assediar funcionárias de uma tenda de acolhimento a mulheres, onde era realizada uma campanha de conscientização contra o assédio. Apesar da gravidade da situação, o suspeito foi liberado após prestar depoimento, enquanto a investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Guarda Civil Metropolitana foi acionada após denúncia das vítimas. Elas relataram que distribuíam adesivos da campanha quando o homem se aproximou e pediu que colassem o material em suas partes íntimas, comportamento que motivou a detenção imediata do suspeito.
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DELEGADO NÃO VIU CRIME NO EPISÓDIO
As funcionárias foram conduzidas à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher para registro formal do ocorrido. O delegado responsável entendeu, porém, que não houve crime e registrou um Boletim de Ocorrência não criminal, liberando o homem ainda no local. Apesar disso, a Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer completamente os fatos e avaliar possíveis desdobramentos.
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OUTRAS OCORRÊNCIAS
O caso se soma a outras ocorrências de segurança no Carnaval paulistano. Segundo a SSP, ao menos 33 pessoas foram presas por crimes como venda de bebida adulterada, estelionato e furto de celulares. Grande parte das ações foi facilitada pela Sala de Gerenciamento de Incidentes (SGI), que utiliza drones, câmeras e policiamento disfarçado para monitorar os blocos.
No sábado (14), por exemplo, policiais civis fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo flagraram e prenderam três suspeitos de furtos de celulares na região central. Com eles, foram recuperados oito aparelhos. Casos como esses reforçam a atuação preventiva e ostensiva durante a folia, ao mesmo tempo em que episódios de assédio como o da Praça da República lembram que a proteção das mulheres segue sendo um desafio constante.
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