O sistema de pagamentos instantâneos mais utilizado do país voltou ao centro das atenções após um novo registro de exposição de dados. Nesta sexta-feira (13), o Banco Central do Brasil informou que milhares de chaves Pix vinculadas ao Banco Agibank S.A. tiveram informações cadastrais acessíveis indevidamente.
Ao todo, 5.290 chaves foram afetadas. Este é o primeiro episódio do tipo divulgado em 2026 e o 21º desde a criação do Pix, lançada em novembro de 2020. De acordo com o BC, a ocorrência foi registrada entre 26 de dezembro de 2024 e 30 de janeiro de 2025.
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Entre os dados expostos estão nome do titular, CPF com parte dos números ocultos, instituição financeira, agência, número e tipo da conta. A autarquia ressaltou que não houve comprometimento de informações protegidas por sigilo bancário, como senhas, extratos ou saldos.
O órgão regulador atribuiu o problema a falhas pontuais nos sistemas da instituição financeira. Apesar de o impacto ser considerado baixo, o Banco Central optou por tornar o caso público, destacando o compromisso com a transparência.
Os clientes envolvidos serão comunicados exclusivamente pelos canais oficiais do banco, como aplicativo e internet banking. O BC alertou que não fará contato por telefone, mensagens de texto ou e-mail e orientou os usuários a desconsiderarem qualquer abordagem fora desses meios.
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A autoridade monetária informou ainda que o episódio será apurado e que, dependendo da conclusão das investigações, poderão ser aplicadas penalidades que vão de multa à suspensão ou até exclusão da instituição do sistema Pix. Em todos os registros anteriores, assim como neste caso, apenas dados cadastrais foram expostos, sem acesso direto a recursos financeiros.
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