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INVESTIGAÇÃO

"Pequei", diz mulher que mentiu sobre espancamento do cão Orelha

Mulher ficou preocupada pela repercussão do boato e, por isso, decidiu se pronunciar

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Imagem ilustrativa da notícia "Pequei", diz mulher que mentiu sobre espancamento do cão Orelha camera Espancamento que havia sido divulgado seria uma fake news | Divulgação/PCSC

O caso do cachorro Orelha na praia Brava, em Florianópolis, que comoveu e revoltou todo o Brasil ganhou uma reviravolta digna de alerta. No centro de uma onda de ódio que quase terminou em linchamento, uma mulher admitiu publicamente que a "prova máxima" do crime, um suposto vídeo de adolescentes espancando o animal, nunca existiu.

O que parecia ser uma denúncia legítima era, na verdade, um boato de terceiros que viralizou sem qualquer filtro, provando que o tribunal da internet muitas vezes condena antes mesmo de entender os fatos.

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Em entrevista ao programa Fantástico, a autora da postagem que inflamou os ânimos confessou que agiu por impulso. Ela alegou ter ouvido de uma conhecida que um porteiro teria gravado a cena, mas confessou à polícia que nunca deu o "play" em gravação alguma. O susto veio quando o post saiu do controle: internautas passaram a caçar os jovens mencionados e a planejar represálias físicas.

O que a polícia realmente descobriu

Enquanto o boato falava em espancamento em grupo, o trabalho técnico da Polícia Civil de Santa Catarina mostrou um cenário diferente, embora ainda trágico. O animal morreu por uma pancada na cabeça, provavelmente causada por um objeto como uma garrafa ou um pedaço de madeira.

A investigação foi um quebra-cabeça de precisão:

  • Varredura digital: Os agentes analisaram mil horas de imagens de 14 câmeras para traçar o caminho dos suspeitos.
  • Detenção no aeroporto: Um dos adolescentes chegou a viajar para a Disney logo após o ocorrido, sendo apreendido assim que pisou de volta no Brasil.
  • Roupas escondidas: Familiares tentaram sumir com peças de roupa (um boné rosa e um moletom) que apareciam nas filmagens do dia da agressão.

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O caso agora está nas mãos do Ministério Público. Enquanto a defesa dos jovens alega que as provas são "frágeis", a polícia deu o inquérito por encerrado, indiciando adultos por coação de testemunhas e pedindo a internação do menor envolvido.

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