Em um mundo cada vez mais conectado e orientado pela tecnologia, as escolas têm o desafio de acompanhar as transformações da sociedade e preparar os estudantes para novas realidades. Inovar nas práticas pedagógicas e incorporar recursos tecnológicos deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para garantir uma educação mais significativa, dinâmica e alinhada às competências do século XXI. Nesse contexto, o uso da tecnologia como aliada do ensino contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e da autonomia dos alunos.
A robótica educacional, que antes era vista majoritariamente como uma atividade extracurricular, passou a ocupar um papel estratégico no ensino brasileiro. Essa mudança acompanha a consolidação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incluiu a computação como eixo estruturante da Educação Básica, ampliando o uso da tecnologia em sala de aula de forma integrada ao currículo.
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Segundo Alex Paiva, head do Educacional da Positivo Tecnologia, essa transformação representa um avanço significativo, já que a robótica passa a dialogar diretamente com as habilidades previstas para cada etapa da formação escolar. “Ela deixa de ser restrita a projetos pontuais ou ao contraturno escolar e passa a integrar a própria estrutura pedagógica”, explica.
Tecnologia como linguagem pedagógica
De acordo com o especialista, soluções como kits LEGO® Education, Arduino e Micro:bit contribuem para transformar a tecnologia em uma verdadeira linguagem educacional. Na prática, os estudantes participam de sequências didáticas integradas, nas quais investigam problemas reais, desenvolvem protótipos, programam soluções e apresentam resultados.
Esse modelo estimula o protagonismo dos alunos e favorece o aprendizado por meio da experimentação. As atividades deixam de ser apenas teóricas e passam a envolver desafios práticos ligados ao cotidiano, aumentando o engajamento e a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Aprendizado interdisciplinar
A presença da robótica também fortalece a interdisciplinaridade nas escolas. Em Ciências, por exemplo, é possível explorar conceitos como energia, força e movimento a partir de protótipos motorizados. Já na Matemática, sensores e programações auxiliam no ensino de proporções, medidas e raciocínio lógico.
A Língua Portuguesa também se integra a esse processo, com a produção de relatos de projetos, diários de bordo e apresentações orais. Assim, a robótica deixa de ser um conteúdo isolado e passa a funcionar como um elo entre diferentes áreas do conhecimento.
Cultura do erro e desenvolvimento socioemocional
Outro aspecto relevante apontado por Paiva é o impacto da robótica no desenvolvimento socioemocional dos estudantes. A programação envolve tentativas, erros e ajustes constantes. Esse ciclo de planejar, testar, errar e tentar novamente estimula a resiliência, o autoconhecimento e a tolerância à frustração.
Esse processo contribui para a construção de uma cultura em que o erro é compreendido como parte natural do aprendizado, e não como fracasso. Além disso, incentiva a colaboração entre os alunos, já que muitos desafios são resolvidos de forma coletiva.
Papel do professor é decisivo
Para que os benefícios da robótica se concretizem, o papel do professor é fundamental. Mais do que dominar ferramentas tecnológicas, o educador atua como mediador do conhecimento, propondo metodologias ativas e desafios conectados à realidade dos estudantes.
Perguntas abertas, momentos de reflexão e foco no processo, e não apenas no resultado final, são elementos centrais dessa abordagem. “Quando a robótica é bem conduzida, ela se transforma em um verdadeiro laboratório de desenvolvimento humano”, destaca Paiva.
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Com o avanço das diretrizes curriculares e a ampliação do acesso a recursos tecnológicos, a tendência é que a robótica se consolide cada vez mais como uma estratégia pedagógica estruturante, contribuindo não apenas para o desempenho acadêmico, mas também para a formação integral dos estudantes.
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