A mobilização realizada neste domingo, em Brasília, teve início a partir de uma convocação feita nas redes sociais e em discursos públicos pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato reuniu apoiadores na Praça do Cruzeiro, com estrutura de som, bandeiras e equipamentos montados para manifestações políticas. Mesmo sob previsão de chuva, centenas de pessoas compareceram ao local para participar do evento, que acabou sendo marcado por momentos de tensão e pânico.
Durante o ato, a queda de um raio provocou correria e deixou dezenas de pessoas feridas. Testemunhas relataram que várias pessoas caíram após sofrerem choques elétricos, em meio à forte chuva que atingia a região no momento do incidente. Pelo menos 24 participantes precisaram ser encaminhados a hospitais do Distrito Federal.
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Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação, enquanto outras demonstravam dificuldade para se manter conscientes.
Dentro da ambulância, socorristas prestavam atendimento a uma mulher, enquanto familiares, em estado de choque, tentavam ajudar parentes caídos próximos ao veículo. Com a abertura da grade que isolava a ambulância, mais pessoas se aproximaram em busca de socorro. Um pai, desesperado, pedia ajuda, enquanto outra pessoa oferecia a própria perna para apoiar a cabeça de uma jovem deitada no chão.
Do carro de som, organizadores pediam repetidamente que o público se afastasse das grades e informavam que havia feridos por choques elétricos. Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, devido ao risco de novas descargas elétricas provocadas por raios.
Tendas de atendimento emergencial foram montadas no Memorial JK. Segundo o Corpo de Bombeiros, algumas vítimas apresentaram batimentos cardíacos baixos, dormência no corpo e sintomas de choque. Ao todo, 11 feridos foram levados para o Hospital Regional da Asa Norte e outros 13 encaminhados ao Hospital de Base do Distrito Federal.
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Apesar do susto, os organizadores informaram que o ato foi mantido. Parte do público deixou o local, mas muitos permaneceram, entoando gritos de “Eu não vou embora”. A cada novo relâmpago, no entanto, as pessoas se abaixavam e gritavam de medo. Por segurança, equipamentos elétricos e cabos foram retirados. De acordo com a deputada Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras, não houve feridos graves.
Seguranças do Memorial JK relataram que as câmeras do circuito interno saíram do ar no momento em que o raio caiu, levando alguns segundos para voltar a funcionar.
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